Teófilo Cunha procura sensibilizar para o consumo do peixe-espada

O secretário regional de Mar e Pescas iniciou esta sexta-feira uma série de encontros com os responsáveis pelas grandes superfícies comerciais, empresários e operadores do sector das pecas. Teófilo Cunha procura sensibilizar as entidades envolvidas no circuito das Pescas, desde a captura à distribuição, comercialização e venda ao público, a que poderá juntar-se também o sector da restauração, para uma campanha a apelar ao consumo do peixe-espada.

Esta sexta-feira, numa reunião com esse propósito, o secretário regional de Mar e Pescas ficou a saber que pode contar com a colaboração do Pingo Doce. Guilherme Sousa, director da cadeia de supermercados, e o responsável pela área comercial, Paulo Fernandes, garantiram ao governante “total disponibilidade” para participar na campanha, tendo estes responsáveis lembrado que as suas lojas estão todo o mês de Novembro a desenvolver promoções precisamente com a descida do preço da espada, refere uma nota.

Esta semana o secretário regional de Mar e Pescas lançou um apelo público para que os madeirenses e porto-santenses consumam peixe-espada para ajudarem os pescadores e armadores a escoarem as cerca de 600 toneladas que se encontram armazenadas no Entreposto Frigorífico do Funchal.

Um stock de peixe “anormal” para a época do ano, mas que tem uma relação directa com a crise sanitária, o encerramento da hotelaria, as restrições na restauração e a descida abrupta do mercado de exportação, refere uma informação.

Para minimizar a situação, o governante com a tutela do Mar e Pescas tem abordado o assunto com os operadores e armadores do sector, colocou em marcha uma campanha de sensibilização ao consumo que será visível a partir de Dezembro, e iniciou reuniões de trabalho com vista a solicitar aos diferentes intervenientes que, se possível, baixem o preço da espada para o consumidor final, refere a Secretaria da tutela.

Teófilo Cunha refere que “o Governo Regional está a fazer o que pode e está ao seu alcance”, lembrando que o executivo “não é dono de embarcações nem do peixe” pelo que a sua intervenção tem de ser ao nível da “sensibilização junto de todos os que operam no mercado para que, dentro do possível, baixem os preços ajudando a economia regional, os pescadores e armadores e assim levem a população a aumentar o consumo”.