ABAMA quer criação de Fundo Mutualista de Colheitas para os bananicultores

A ABAMA – Associação de Produtores de Banana da Madeira veio considerar, em comunicado que a GESBA e o Governo Regional devem “promover a criação de um “Fundo Mutualista de Colheitas” que garanta a compensação adequada – independente das áreas mínimas dos seguros do governo (30%) – pelas perdas na sequência de fenómenos climáticos adversos (ventos) de surtos de doenças, de pragas ou de incidentes ambientais”, aos bananicultores.

Esta medida, postulam, deverá também abranger um instrumento de estabilização dos rendimentos, igualmente sobre a forma de Fundo Mutualista, destinado a apoiar os agricultores que se defrontem com eventuais reduções significativas dos seus rendimentos.

Diz a ABAMA que o sector da produção de Banana da Madeira está, mais do que outras culturas agrícolas, sujeito a danos causados ao seu potencial produtivo pelos ventos, bem como por outros fenómenos que perturbam a produtividade, nomeadamente doenças e pragas.

Para garantir a segurança e estabilidade de rendimentos para o bananicultor, a viabilidade económica e a competitividade das suas explorações, face a tais catástrofes ou acontecimentos, “deverão ser garantidos recursos de ajuda, realistas e viáveis, para que o bananicultor e o agricultor em geral, mantenha os seus rendimentos equilibrados, seguros e compensados”, defende a associação.

Ora, critica a ABAMA, “a GESBA e o seu Secretário do Governo, alardeiam com toda a presunção, a existência de um seguro “milagroso” o tal seguro de colheita que a GESBA paga. O tal dos 30% mínimos. O mesmo que “justificou” uma página de publicidade paga nos jornais. Que pompa e que cerimónia esse reclame publicitário publicado nos jornais e pago com os lucros do nosso esforço. Uma mera tentativa de “golpe publicitário”, acusa.

A ABAMA considera que esse seguro “de nada serve, se considerarmos as dimensões das explorações de Banana da Madeira”.

“Desenham, propagandisticamente, uma realidade assente em suposições falsas”, acrescentam. E mais: “Para o seguro ser acionado é necessário um prejuízo (perda total) de pelo menos 30% da exploração. Ora para o bananicultor médio, um prejuízo inferior a 30% considerando a pequena dimensão das suas explorações e o volume dos seus rendimentos (depois das despesas de exploração pagas) não receber compensação do seguro, por mais pequeno que seja o seu prejuízo, é mais dramático e penalizador do que se tivesse 50% de destruição do bananal, ou mesmo um prejuízo total”, pois ” a maioria dos Bananicultores da Madeira vive economicamente no limite da sua sustentabilidade” e “seja lá qual for o prejuízo, os efeitos diretos na sua vida pessoal, familiar e de agricultor são arrasadores (…) Para muitos perder 100€/mês é a diferença entre viver dignamente ou ter que pedir esmola”.