D. Nuno Brás apela aos fiéis para Natal com muito cuidado em época de pandemia

Foto Rui Marote

A Diocese do Funchal pede que as celebrações do Natal em época de pandemia sejam observadas com o máximo cuidado e precaução. Numa nota assinada pelo bispo do Funchal, D. Nuno Brás, sublinha-se que o objectivo da festa do Natal e de todas as celebrações é a salvação. “Queremos deixar que Deus venha até nós e nos salve: a alegria da Sua presença; a alegria de, vendo-O assim, humano como nós, podermos mais facilmente partilhar a Sua vida enche de tal forma o nosso coração que precisamos de a comunicar”.

Admitindo que “o Natal e as suas festividades transformam o rosto das nossas Ilhas e de cada família madeirense e portosantense”, D. Nuno Brás salienta que este ano o Natal terá de ser vivido num contexto singular. A Covid-19 impõe-nos que celebremos a festa de um modo menos exuberante, referiu.

“As Missas do Parto serão celebradas, mas peço que sejam respeitadas as distâncias de segurança sanitária, e que, à saída, não existam ajuntamentos. As paróquias não irão promover os festejos que se seguem habitualmente àquelas celebrações”, refere o prelado, que apela ainda que, na Noite de Natal, não se façam romagens, autos ou a “pensação do Menino”.

Quanto ao habitual beijo da imagem do Menino no final da Missa, será substituído pelo gesto do sacerdote que ergue a imagem do Salvador, enquanto toda a comunidade, sem sair do lugar, canta um cântico e se inclina em reverência. Em casa, a família é convidada a reunir-se à volta do Presépio enquanto um dos seus membros faz uma oração.

Quanto aos Presépios paroquiais, refere D. Nuno Brás, “peço que seja previsto um circuito para as eventuais visitas, sempre no respeito das distâncias e regras sanitárias que se impõem”.

“Se respeitarmos estas normas, e continuarmos a viver uns com os outros de uma forma cívica, segundo o que as autoridades de saúde nos aconselham, certamente nada nos impedirá de exteriorizar a alegria do Natal, a alegria de nos sabermos salvos por Cristo que vem ao nosso encontro”, postula.

“No Natal, Deus faz-se próximo de nós. Quer dar-nos a Sua Vida. Confiemos n’Ele porque nunca nos abandona. Mesmo no meio desta pandemia, façamos do Natal uma verdadeira festa cristã”, apela D. Nuno aos fiéis.