CMF acusa PSD e CDS de impedirem a integração dos trabalhadores da Frente Mar nos quadros da autarquia

A CMF emitiu uma nota dando conta de que o PSD e o CDS impediram, alegadamente, a dissolução da Frente Mar e integração dos funcionários nos quadros da autarquia. A Assembleia Municipal do Funchal alterou, esta segunda-feira, a proposta de dissolução da empresa municipal Frente MarFunchal que lhe tinha sido submetida pela CMF, e que tinha como ponto mais importante a salvaguarda dos postos de trabalho dos 115 trabalhadores da empresa, que seriam integrados nos quadros da Câmara, refere a nota de imprensa.

“A introdução forçada de diversas alterações à proposta, aprovadas pelo PSD e pelo CDS, e ainda pelos deputados Raquel Coelho e Orlando Fernandes, impediram, deste modo, que a dissolução da Frente Mar e a integração de todos os funcionários nos quadros da Autarquia pudesse avançar de imediato, mergulhando a empresa num cenário de incerteza”, reza a nota.

O executivo da CMF afirma que o presidente Miguel Silva Gouveia explicou que, à luz das alterações à proposta da Câmara, “o Executivo procurará fazer o que for possível para proteger os direitos dos trabalhadores nesta fase”, mas sublinha que “o bloqueio à dissolução imediata da empresa tem consequências legais imprevisíveis, que terão agora de ser analisadas juridicamente, colocando em risco os postos de trabalho.”

“A proposta da CMF para dissolver a Frente Mar era não só a melhor proposta possível, como a única forma de o fazer protegendo, desde logo, os trabalhadores, pagando as dívidas aos fornecedores e mantendo o serviço público nas praias e nos estacionamentos”, alega a Câmara, que garante ter tratado este processo “com a transparência, o rigor e a seriedade com que temos habituado os funchalenses”.

“Hoje, só posso lamentar que a Assembleia Municipal não tenha estado à altura da responsabilidade que tem para com estas 115 famílias, que não podem ficar a mercê de esquemas partidários que são imorais. Não se pode brincar com a vida destas pessoas, deixando-as numa insuportável indefinição, sobretudo na crise que estamos a viver. Quem bloqueou esta proposta terá de dar a cara pelas consequências”, acusa Miguel Gouveia.