Herlanda Amado exige cumprimento pela CMF de diversas acessibilidades prometidas

A CDU levou hoje a cabo uma iniciativa política na freguesia de Imaculado Coração de Maria, no Funchal, uma ocasião para a deputada municipal Herlanda Amado considerar que a CMF não tem prestado atenção suficiente aos problemas das acessibilidades.

A comunista referiu que os movimentos reivindicativos nascidos nas localidades garantiram que ao longo dos anos fossem concretizados novos acessos importantes para o desenvolvimento destas zonas e para a melhoria da qualidade de vida e bem-estar das populações. No entanto, considerou, “a problemática das acessibilidades com as diversas implicações e vertentes a elas associadas continua a constituir uma das vertentes prioritárias no que concerne ao investimento público necessário para combater as desigualdades e as assimetrias que continuam a pautar o dia a dia destas localidades e das populações residentes”.

Na perspectiva de Herlanda Amado, o Funchal tem graves problemas de acessibilidades aos quais a autarquia não tem sido capaz de dar resposta. “O actual Executivo, à semelhança dos anteriores, têm prometido muito, mas feito pouco. A imagem que têm tentado passar de um concelho equilibrado entre o centro urbano e as zonas altas, não é o Funchal real”, afirma.

Algumas delas das novas acessibilidades pretendidas têm até constado dos últimos orçamentos da Câmara Municipal do Funchal. O novo acesso rodoviário no Caminho do Jamboto de Cima e Jamboto de Baixo (Santo António); o novo arruamento da Levada de São João ligando o Caminho de Santo António à Estrada de São João (São Pedro); a construção do acesso rodoviário de ligação do Papagaio Verde até aos últimos casais das Escadinhas do Padre Caldeira (São Martinho); o novo arruamento com a construção do aceso rodoviário da Travessa do Lombo da Quinta (São Gonçalo), entre outros exemplos, enumera. “Mas as falsas promessas da Câmara não se ficam por aqui, para além da não construção ou conclusão de novas acessibilidades, existem as “meias obras”, como as que constatamos nesta iniciativa onde damos voz aos protestos dos moradores desta localidade, que após a recolha de um abaixo assinado e idas as Sessões Públicas da Câmara, foi-lhes prometida uma intervenção neste cruzamento, que resolvesse o desnível acentuado do Caminho dos Saltos em relação à Estrada dos Marmeleiros, que tantas viaturas tem danificado”.

Ora, prossegue, “no seguimento desta exigência finalmente houve uma meia reparação e parte do problema ficou resolvido, mas a sua resolução definitiva tarda em chegar, visto que apenas a parte superior do caminho, lado norte, foi intervencionada, mas a descida lado sul, continua por resolver”.

O problema, refere Herlanda Amado, só é pequeno para quem não sofre com ele.  “As promessas têm que sair do papel e serem concretizadas no terreno. Não basta prometer para mostrar trabalho, é preciso cumprir!”, insiste.