Albuquerque considera que negociações com a Europa não estão a correr mal para a Região

O presidente do Governo Regional visitou hoje uma exploração agrícola na Ribeira Brava, a maior de banana biológica neste momento na ilha, que considerou “demonstrativa” do que é pretendido, nomeadamente alguma escala (neste caso são mais de dois hectares de produção) e introdução de métodos inovadores, facilitando o trabalho e diminuindo os custos.

O que o GR pretende, disse Miguel Albuquerque, é, no próximo quadro comunitário de apoio, “introduzir factores de tecnologia e de inovação na produção, no sentido de melhorar a rentabilidade das explorações, melhorar a qualidade dos produtos, e dar maior formação aos nossos empresários agrícolas”.

Na ocasião, este responsável considerou ainda que a GESBA tem feito o seu papel na comercialização, sendo que a colocação desta banana biológica da Madeira, quer no mercado interno quer no externo, “quase de certeza vai ser um sucesso”. Com um preço mais elevado, oferece todavia uma qualidade que, no entender de Albuquerque, vale o preço.

Relativamente às negociações para o próximo Quadro Comunitário de Apoio, considerou que “têm decorrido razoavelmente bem”.

“Houve uma redução do POSEI que não deixa de ser um pouco estranha, mas penso que será alvo de rectificação”, acrescentou. “É um mau precedente”, declarou.

De qualquer maneira e no cômputo geral, classificou, as negociações estão a decorrer bem para a Madeira.

Comentando o aval do Estado ontem desbloqueado para os empréstimos da Madeira, o chefe do Executivo transmitiu que o presidente da República lhe declarou que o Governo iria assumir esse aval, que não tens ónus nenhuns para o Governo da República, mas que para a Madeira oferecerá reduções significativas nos juros do empréstimo. “Vamos esperar que isso seja concretizado, porque eu preciso de fechar neste momento esta operação de financiamento porque de cobrir custos de saúde, tenho de suprir a quebra de receitas, que já vai em 195 milhões de euros, e tenho que, já neste orçamento, utilizar parte das verbas, inclusivamente para, como disse ontem, criar, já a partir de Janeiro, um fundo regional de apoio às empresas”. Avisou, por outro lado, que a Madeira levará “muitos meses” para receber as verbas europeias a que tem direito. Pelo menos, oito meses, avisou.

Ora, com a situação de pandemia nos mercados emissores e a actual situação no turismo, o Governo Regional terá de adoptar medidas de apoio às empresas e aos trabalhadores.

“Temos de evitar este efeito destrutivo, que seria fatal, de as empresas ficarem sem “cash-flow”, fecharem, entrarem num regime de insolvência, e depois começar tudo de novo”, disse.

É absolutamente necessário, definiu, “manter a empregabilidade e as empresas a funcionar” até à retoma e a canalização das verbas de apoio comunitário.

A Madeira conta com 458 milhões para fazer face às dificuldades que por aí vêm. “Enquanto eu estiver à frente do governo vou fazer tudo para manter a economia a funcionar”, prometeu.