PCP salientou junto à Horários do Funchal a importância da luta reivindicativa

O PCP marcou presença hoje junto da “Horários do Funchal” em solidariedade com a defesa dos direitos laborais dos trabalhadores. O dirigente Ricardo Lume afirmou, na ocasião, que a administração da empresa, “a pretexto do surto epidemiológico COVID-19, pretendia penalizar a nível remuneratório os motoristas da Empresa Horários do Funchal pondo em causa o direito destes trabalhadores a receber o suplemento remuneratório referente ao “agente único”.

Segundo declarou, só no período entre 20 de Março e 30 de Abril, a administração pretendia retirar ao vencimento de cada trabalhador 300 euros.

Ora, enalteceu, “com a luta dos trabalhadores, que teve como momento de maior mobilização a greve do passado dia 30 de Julho, com uma participação de 90%, foi possível vergar a vontade da Administração da Empresa em reduzir a remuneração dos motoristas, mesmo aos que foram dispensados da presença física do local de trabalho”.

“Só com a luta dos trabalhadores e a intervenção do sindicato é que foi possível obrigar a Administração da Empresa a reconhecer o “agente único” e o “abono por falhas” como direitos absolutos dos motoristas dos Horários do Funchal, mesmo que não sejam feitas cobranças a bordo em virtude da pandemia ou por outro motivo”, acrescentou.

Ricardo Lume sublinhou, pois, a importância da luta reivindicativa, e apelou para novas mobilizações contra a desregulamentação dos horários de trabalho, pediu a contratação de mais meios humanos para dar resposta às necessidades das populações em matéria de transporte público, e apelou para o aumento geral dos salários na base de 90€ mensais por cada trabalhador, além da garantia das 35 horas de trabalho semanal para todos os trabalhadores da empresa e a integração do agente único na tabela salarial dos motoristas.