Aníbal Garanito faz reivindicações a Célia Pessegueiro e Pedro Calado

O deputado municipal do CDS na Ponta do Sol, Aníbal Garanito, discurso hoje na sessão solene que assinalou os 519 anos da localidade considerando que “este está a ser um ano exigente e desafiante para o mundo e assim, para a nossa terra. Desde Março a Pandemia provocada pelo COVID 19 alterou o nosso quotidiano de tal forma que, em muitos casos, nos colocou a ver a realidade por diferentes perspectivas. Tornou-nos mais vulneráveis, mas também nos deu a possibilidade de demonstrar a nossa resiliência, a nossa capacidade de superação, a nossa força”, salientou.

“No caso do CDS essa força, essa resiliência, essa capacidade de resistência começou no dia em que apresentámos candidatura a esta Câmara Municipal, acreditem, pelo bem da população e pelos melhores interesses da nossa terra. Todos os candidatos, principalmente os eleitos deram e dão muito de si e só de si ao Município, sem receber nada em troca. E estamos orgulhosos disso. Como diziam alguns antigos: “pelo menos andamos na rua sem ninguém a nos puxar pela manga do casaco”.

Segundo disse Aníbal Garanito, a vereadora do CDS Câmara Municipal “tem sido a única na oposição a apresentar propostas que efectivam, no terreno, mudanças positivas na nossa terra”.  Lembremo-nos, declarou, da devolução total da participação do Município no IRS. “Verifiquem a vossa nota de liquidação. Foi o CDS”, desafiou.

“Atrás da Câmara Municipal e do Enotel Baía do Sol, já repararam nas varandas de protecção? Podem parecer meia dúzia de ferros, mas podem salvar vidas, foi o CDS”, continuou. “Estas foram já implementadas e estão ao usufruto da população, mas outras há que aguardam efectivação: a primeira proposta da vereadora Sara Madalena foi a atribuição toponímica de um arruamento ao Dr Agostinho Gonçalves de Canha. Três anos depois, nada feito”, queixou-se.

Também ainda não foi construído “um monumento de homenagem aos combatentes tombados em combate”.

Referindo-se à transformação de parte da marginal da freguesia da Madalena do Mar em zona de coexistência, à semelhança do que já acontece no concelho vizinho, a Ribeira Brava, “não obstante a resistência de alguns vereadores que consideraram a ideia tão boa que a quiseram copiar, foi aprovada por maioria. A democracia funcionou premiando quem avançou com a ideia, para variar, mas a efectivação? Dizem que em dois meses, estamos a contar”. Mas o CDS, refere, “não faz propostas para enfeitar actas”, exigindo a Célia Pessegueiro que “faça o que tem de ser feito”.

“O CDS tem recomendado, por vezes até a exaustão, a substituição de caixotes do lixo, a pintura de sinalização rodoviária horizontal, a limpeza de caminhos e bermas. Tem resultado, a admissão de novos trabalhadores para esta Câmara Municipal, viabilizada também por nós já se vê e vê-se com agrado. Mas, lembramos à Senhora Presidente que sabe bem o que é ser oposição, que não se esqueça dos nossos direitos e do requerimento formulado para visita de um Estabelecimento Escolar deste concelho que não mereceu resposta das Entidades para onde foi enviado e que, accionado pela Vereadora Sara Madalena o estatuto da Oposição Vª Exª simplesmente ignorou”, queixou-se, pedindo à edil para não desconsiderar o CDS.

“Os dois últimos orçamentos mereceram o voto favorável do nosso partido, porquê, porque o CDS negoceia e fiscaliza. Senhora Presidente não se esqueça do Caminho da Cova da Fazenda e da Travessa do Pinheiro. O próximo orçamento está à porta”, avisou. “Já deve ter reparado que o CDS Ponta do Sol tem boa memória e é teimoso. Tem fama e tem proveito”, ironizou.

Ao Governo Regional, representado por Pedro Calado, pediu “uma especial atenção: tal como não o fizeram na Ribeira Brava, não virem as costas ao estado da Estrada de ligação desta Vila aos Anjos, porque a queda de água é muito bonita e faz belas fotos. Mas, a queda de pedras não é e sabe Vª Exª muito bem que nós não temos capacidade para intervir de molde a assegurar a boa utilização daquele troço”, alertou.