Presidente da Junta de São Pedro desagradado com a oposição e mesmo com alguns membros do seu partido

Junta de Freguesia de São Pedro- Foto: Fabíola Sousa

O presidente da Junta de Freguesia de São Pedro, no Funchal, não se revê nas críticas hoje feitas pela CDU, denunciando uma postura antidemocrática por parte da Junta, por não criar uma comissão de acompanhamento de avaliação de todos os apoios sociais.

“Em primeiro lugar, a criação de qualquer comissão, não é competência do executivo da junta de freguesia de São Pedro, mas sim, dos elementos da assembleia de freguesia. Em segundo lugar, o presidente da Junta de Freguesia ficou admirado com a postura de aprovação dessa comissão pelos elementos da coligação que suporta o executivo. Em terceiro lugar, todas as comissões criadas, seriam para refazer e reavaliar os regulamentos dos referidos apoios, não para consultar dados pessoais da população da freguesia, porque, pela lei da protecção de dados, isso não é permitido. Além da lei de protecção de dados, esses mesmos dados são confidenciais e confiados, pela população, apenas ao número limitado de pessoas, da secretaria e do executivo”, refere António Gomes.

Da parte do partido da CDU e dos partidos da oposição, diz, “é vergonhoso não ter percebido, porque tudo foi explicado, pelo órgão executivo, nomeadamente o presidente da Junta de Freguesia. Já da parte, dos partidos da coligação que suportam o executivo, “ou não perceberam o que estavam a votar ou quiseram entalar o executivo”, insurge-se.

“Da parte, dos elementos do PS-Madeira, o problema é mais grave e está a ser analisado. O presidente da junta de freguesia espera, sinceramente, que este e outros assuntos tenham alguma atenção pelo presidente do Partido Socialista, porque caso contrário, o Presidente da junta de freguesia, António Gomes e filiado no Partido Socialista terá de tomar algumas medidas, no que se refere à posição no partido”, refere o comunicado enviado pelo mesmo às Redacções.

António Gomes diz estar consciente das suas competências e limitar-se a fazer o seu trabalho, “sem medo da oposição ou mesmo de alguns elementos do seu partido”.