Estepilha: Brazão de Castro no “Jardim das Margaridas”

Foto Rui Marote – Da esq. para a dir.: Abel Fernandes (falecido), Ângela Alves (falecida) Julieta Fernandes, Rosa Oliveira, Margarida Morna (falecida), Brazão de Castro, Margarida Camacho, Ana Isabel Spranger, Teresa Figueira, Eduarda Gomes, Fernanda Ramos. Nota: não esquecer a saudosa Margarida Silva das bibliotecas, ausente da foto…
Rui Marote
O Estepilha descobriu no fundo do baú, com cheirinho a mofo, mas protegida da formiga branca, esta foto com cerca de 40 anos. Se fosse hoje, não cabiam todas na mesma foto, devido ao cumprimento do distanciamento social…
Algumas destas directoras regionais e adjuntas não permanecem hoje ao mundo dos vivos. Brazão de Castro ocupou a pasta da Educação, por vezes também da Juventude, Emprego e até Cultura. Foram 12 anos que serviu com dedicação e lealdade  nos governos de AJJ.
Na imagem, o ex-secretário surge rodeado de um autêntico “jardim de margaridas”, no qual também há uma rosa, além de outras “flores”. Vemo-lo ladeado por Margarida Morna e Margarida Camacho, e podemos ver também outras senhoras, como se de um jardim se tratasse.
Na era Vitoriana as margaridas eram símbolo de simplicidade, modéstia e delicadeza. A flor margarida significa inocência, juventude, virgindade, sensibilidade, pureza, paz, bondade e afecto…
Brazão de Castro, ao contrário de Alberto João Jardim, deu-se muito bem em estar rodeado de “margaridas”. O Estepilha recorda para a História que a primeira secretária da Educação do primeiro governo regional presidido pelo engº Ornelas Camacho foi uma mulher, de seu nome Maria Margarida Tavares Neves da Costa. Toda a composição desse governo que tomou posse a 1 de Outubro de 1976  foi da inteira responsabilidade do presidente do partido, AJJ, que esteve em exercício até 16 de Março de 1978.
O Estepilha recorda porém um desabafo de Jardim, quando este governo foi remodelado, proferida na redacção do Jornal da Madeira: “Mulheres no governo nunca mais!” Um interregno que durou diversos governos regionais, sendo alterado apenas quando Conceição Estudante ocupou a pasta da Saúde.
Brazão fugiu ao mau presságio de AJJ, chamando colaboradoras. Será que o antigo governante não perdeu um tempinho  fazendo o bem-me-quer-mal-me-quer, com as flores, para ver se devia de facto chamá-las à colaboração?