UMa e autarquia camaralobense cooperam para um “Centro Interpretativo do Curral das Freiras”

A Universidade da Madeira (UMa) e a Câmara Municipal de Câmara Lobos (CMCL) assinaram esta manhã um protocolo de cooperação para promover iniciativas e realizar acções conjuntas, “com incidência na valorização sócio – cultural”.

O protocolo foi assinado no Edifício da Reitoria, ao Colégio dos Jesuítas, pelo Reitor da UMa, José Carmo, e pelo presidente da autarquia camaralobense, Pedro Coelho. No âmbito deste protocolo, válido por um período de dois anos, renovável, está prevista a concepção do design de um centro interpretativo sobre a freguesia do Curral das Freiras, “a desenvolver, nomeadamente através de estudos, actividades de investigação científica, desenvolvimento conceptual de uma solução expositiva e museológica. Está também prevista, a cooperação ao nível dos recursos humanos e logísticos, que contribuam para a promoção de competências técnico-profissionais, sociais e culturais aos associados da UMa e da CMCL, bem como outras iniciativas nos domínios de intervenção específica das duas entidades”, refere-se.

O centro interpretativo, a implementar em edifício público municipal situado no Caminho da Igreja, freguesia do Curral das Freiras, pretende mostrar aos seus visitantes todas as características identitárias que definem a localidades e a elevada capacidade de resiliência do seu povo ao longo da história, reza o comunicado enviado à nossa Redacção.

A gestão do projecto, a cargo dos docentes da Faculdade de Artes e Humanidades da UMa e designers, Bruno Alexandre e Sérgio Lemos, em consonância com o vereador da CMCL com pelouro do Ambiente e Cultura, Leonel Silva, pressupõe uma divisão por três fases.

A fase I visa “efectuar uma profunda e selectiva investigação documental com ênfase em registos históricos, etnográficos, etnobotânicos, orográficos entre outros de considerável relevância. Nesta fase, estarão envolvidos estudantes e docentes do mestrado em Estudos Regionais e Locais da UMa, a fim de realizar trabalho de relevo científico e académico. Após finalizada a fase de investigação e recolha documental, serão apresentados relatórios com os resultados obtidos”, promete-se.

Por outro lado, a fase II, com enfoque no design, será subdividida em duas áreas de intervenção que decorrerão em simultâneo: o desenvolvimento projectual do espaço e toda a logística inerente e, por outro lado, o desenvolvimento gráfico da identidade corporativa da instituição na concepção de catálogo, brochuras, website, entre outros. Esta fase compreende os seguintes elementos: nome e identidade visual; design do equipamento e dos espaços; fornecimento das especificações técnicas e desenhos da organização dos espaços e do equipamento a produzir.

A fase III consiste na execução de obra, produção de equipamentos, montagem da narrativa no espaço e artes finais de impressão. Ao longo desta fase será garantido o acompanhamento e supervisão de todo processo, diz a UMa.