CMF vai dar caixas de correio aos sem-abrigo, anuncia Miguel Gouveia

O edil funchalense Miguel Silva Gouveia referiu hoje que um grupo de trabalho municipal está a preparar o “Projecto Correio Solidário”, com vista à instalação de 20 caixas de correio para atribuição às pessoas em situação de sem-abrigo. “Num gesto simples, disponível e acessível de forma segura e autónoma, 24 horas por dia, todos os dias do ano, estamos a dignificar a vida das pessoas”, afirma Miguel Silva Gouveia.

As declarações foram prestadas aquando da inauguração, no átrio dos Paços do Concelho, da exposição “Percursos da Inclusão” que pretende dar visibilidade ao trabalho levado a cabo pelas instituições parceiras do Grupo Técnico Interinstitucional do Funchal (GTIF). A abertura da exposição contou ainda com a presença da vereadora Madalena Nunes, detentora do Pelouro do Desenvolvimento Social na autarquia, da Conselheira Municipal para a Igualdade, Guida Vieira, e de Mário Rodrigues, presidente da Assembleia Municipal.

Miguel Gouveia explicou, na ocasião, que “desde 2017 a Câmara Municipal do Funchal tem dado visibilidade ao trabalho feito na cidade na área da problemática das pessoas em situação de sem-abrigo, através da organização de uma conferência municipal sobre a temática. Este ano, adaptando ao novo contexto social, não quisemos deixar passar em branco a sensibilização para esta realidade, optando por realizar uma exposição com as entidades parceiras, a Associação Conversa Amiga(ACA), AMI- Centro Porta Amiga do Funchal, Centro de Apoio ao Sem Abrigo(CASA) e a Associação Protectora dos Pobres(APP)”.

“É uma exposição que representa a súmula de todo os trabalho e valências que estas instituições têm vindo a desenvolver no Funchal. É também a prova de que a convergência de esforços e o trabalho em rede traz mais proveitos. É enaltecer que conjuntamente temos reflectido sobre as problemáticas e dificuldades e temos analisado potencialidades e fragilidades das intervenções, procurando as melhores respostas e soluções para minimizar os efeitos desta problemática, para quem está a viver esta situação e para a sociedade”, adiantou.

Miguel Gouveia terminou recordando o trabalho da autarquia em parceria com as instituições do GTIF “através da implementação de 12 cacifos solidários, da nova cantina social com capacidade para 50 pessoas, do lançamento do guia de recursos para a pessoa em situação de sem-abrigo, da formação para os técnicos que trabalham na área, da inauguração do projecto da habitação partilhada e da implementação da linha telefónica durante o período de confinamento social, entre muitas acções que primam sempre de modo a conhecer a dimensão do problema e a promover a inclusão.”