PTP refere que “não pode pagar o justo pelo pecador” na Frente Mar

O PTP continua a usar de citações bíblicas em relação aos trabalhos da Assembleia Municipal do Funchal. Relativamente aos assuntos tratados esta manhã, refere o partido que “não pode pagar o justo pelo pecador”, referindo-se à integração dos trabalhadores da Frente-Mar.

Foi, pois, com reticências que o PTP votou a proposta de alteração do mapa de pessoal da Câmara Municipal do Funchal, para integrar os funcionários desta empresa municipal.

Para Raquel Coelho o processo de reintegração não está claro, não se conhecendo “quais as condições que transitam os trabalhadores e se os seus direitos laborais ficam salvaguardados”, apontou. Raquel Coelho responsabilizou a má gestão da empresa, como factor decisivo para a sua dissolução.

No entanto, referiu saber a diferença entre os verdadeiros trabalhadores da Frente-Mar e os supostos “comissários políticos” lá empregados. “Não pode pagar o justo pelo pecador”, assumiu a deputada, justificando a sua abstenção do diploma em solidariedade aos trabalhadores que desesperam por uma solução e que, em seu entender, não merecem ser penalizados pelas más práticas da empresa municipal, nomeadamente, contratações de pessoal e de serviços desnecessários apenas para cumprir propósitos partidários do PS”.