Miguel Gouveia enaltece consolidação das contas do Município e promete continuar o investimento

Na reunião de Câmara da CMF que hoje decorreu, de acordo com o seu presidente, Miguel Silva Gouveia, foram aprovadas as contas do Município para 2019, as individuais e as consolidadas. Na sequência do estado de Emergência e da pandemia do novo coronavírus, uma lei nacional permitiu que as contas fossem aprovadas conjuntamente – normalmente as contas individuais são aprovadas em Abril. Nas contas individuais, disse Miguel Gouveia, a CMF apresenta um resultado positivo, o que demonstra que o Orçamento de 2019 “é um instrumento importante para manter o rigor nas contas públicas”.

O edil sublinhou ainda que a Câmara têm o prazo médio de pagamento a fornecedores mais baixo dos últimos anos, situando-se em 14 dias. Em 2012 superava os 400 dias, lembrou. Isto, considerou, é o “restabelecimento de uma relação de credibilidade” com os fornecedores. O Plano Plurianual de Investimentos cifrou-se o ano passado em 29 milhões de euros. 14 milhões já estão pagos e 15 milhões passaram em saldo de gerência para cumprir os pagamentos das obras que continuam em curso. Obras essas que, enalteceu, abarcam uma multitude de áreas e actividades que abarcam desde a acção social, como o bairro que a autarquia está neste momento a construir em Santo António, a substituições de fibrocimento, a intervenções na rede de águas, intervenções em escarpas e reflorestação, com intervenções em arruamentos e mobilidade…

Por outro lado, Miguel Gouveia disse que o activo da CMF neste momento superou os mil milhões de euros. “No fundo, estamos a permitir que todos os nossos parceiros comerciais tenham garantias de que quando fazem um trabalho para a Câmara, recebem esse dinheiro. Tem-se gerado algumas dúvidas, sobre o porquê da Câmara transitar com 15 milhões de saldo de gerência; ora, a Câmara transita precisamente porque honra os seus compromissos, ao contrário do que se fazia no passado, quando se lançavam obras sem que se soubesse quando é que se iria poder pagá-las”.

O edil referiu que esta recuperação das contas públicas “começou num contexto particularmente difícil, com dívidas superiores a 100 milhões de euros, que agora já se conseguiu reduzir em dois terços, o que nos permite olhar com alguma esperança para o futuro, cheio de incertezas, devido à pandemia do Covid-19. A CMF pode então recorrer a uma capacidade de endividamento de 70 milhões de euros, que procuraremos utilizar (…) para poder financiar a continuação do investimento na cidade”.


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