Representantes da associação “TaxisRam” defendem contingente para o serviço “Uber” na Região

A Associação “TaxisRam”, já formalmente constituída, levou hoje uma representação ao Parlamento Madeirense, onde os deputados da 2.ª Comissão Especializada Permanente de Economia, Finanças e Turismo, ouviram argumentos no âmbito da discussão em sede de especialidade da Proposta de Decreto Legislativo Regional intitulada “Adaptação à Região Autónoma da Madeira a Lei n.º 45/2018, de 10 de agosto, que estabelece o regime jurídico da atividade de transporte individual e remunerado de passageiros em veículos descaraterizados a partir de plataforma eletrónica”.

Paulo Pereira e José Eusébio Gomes foram os representantes da associação que congrega os profissionais de táxi e num contexto em que se aborda a vinda para a Região das plataformas  que irão concorrer no mercado madeirense.

Numa declaração inicial, Paulo Pereira começou por traçar um cenário “caótico” para o setor dos táxis na Madeira, agravada pelas consequências das medidas de contenção da Covid-19, que pararam a economia. Diz que os carros estão nas praças, muitos nem fazem um serviço, situação que veio agravar o estado difícil que já antes afetava o setor.

Aquele dirigente associativo lembra que ao longo dos anos, os profissionais de táxi enfrentaram uma concorrência por parte de empresas de turismo, além de haver uma outra organização do transporte coletivo de passageiros, o que tudo junto retirou grande parte da importância que os táxis tinham  no transporte das pessoas.

Paulo Pereira falou dos contingentes concelhios para o setor dos táxis e defendeu a mesma fórmula para o serviço em carros descaraterizados, os TVDE, pelo que fez esse apelo aos deputados no sentido de aplicar esse princípio da lei em avaliação. Outro assunto prende-se com a necessidade do dístico TVDE não ser removível, tendo como objetivo uma maior transparência, uma vez que esses carros fazem um Funchal-aeroporto e depois retiram o dístico e fazem outro serviço para o Funchal.

Paulo Pereira disse aos deputados que a associação não é contra a vinda do serviço Uber, mas quer regulamentação adequada para que haja justiça na concorrência.