Juíza de instrução marca para amanhã às 10 horas nova diligência para apreciar ‘habeas corpus”

A Autoridade Regional de Saúde deveria ter sido hoje ouvida pela juíza de instrução criminal no caso do “habeas corpus” movido por uma cidadã madeirense que ontem chegou à Madeira num voo da TAP e que se recusou a cumprir quarentena obrigatória no hotel Vila Galé, em Santa Cruz.

Segundo o Funchal Notícias conseguiu apurar, a Autoridade Regional de Saúde terá mandado um email pedindo que a diligência fosse adiada uma vez que estava a tratar de uma situação urgente relacionada com a confirmação de mais um caso positivo de COVID-19.

A juíza de instrução criminal ouviu esta tarde a requerente do “habeas corpus” e falta fazer o contraditório pelo que marcou nova diligência para amanhã de manhã, pelas 10 horas.

Entretanto, a jovem madeirense de 25 anos fez o teste de despiste da docença esta tarde e aguarda resultado.

A jovem chegou ao tribunal numa viatura policial em vez de uma ambulância.

Depois de ouvida, como o contraditório ficou adiado para amanhã, a dúvida era ondde iria a requerente passar a noite. No Vila Galé ou no Hospital?

Ao final da tarde, o presidente do Iasaúde, Herberto Jesus emitiu uma declaração dando conta que poderia regressar ao hotel Vila Galé uma vez que os dois casos positivos COVID-19 ali existentes, encontram-se expressa e devidamente identificados e isolados, em áreas autónomas, demarcadas e definidas separadamente, não colocando nem subsistindo nenhum risco para os restantes hóspedes da referida unidade hoteleira.

Sabe-se que as condições da quarentena, no hotel, são rigorosas. À porta do quarto daqueles que estão em quarentena há um estrado onde as refeições são deixada com um par de talheres.

Os familiares só podem deixar objetos para entrega da parte da manhã.

No caso da jovem que entrou na unidade hoteleira no domingo, sabe-se que foi contactada por uma psicóloga a quem terá reportado que temia ficar com claustrofobia.