“Falta de estratégia da secretaria de Mar e Pescas”, esta é uma crítica de armadores e pescadores de Câmara de Lobos e do Caniçal

Armadores e Pescadores do Caniçal e Câmara de Lobos juntaram-se parfa assumir uma posição pública que tem como alvo Teófilo Cunha, o secretário regional de Mar e Pescas. Tudo por considerarem que existe “falta de planeamento para o sector das pescas por parte da secretaria”.

Numa nota enviada à comunicação social, os armadores e pescadores lembram que “após o fim do Estado de Emergência, agora, vivemos o período desconfinamento, onde aos poucos a sociedade volta as suas atividades profissionais dentro daquilo que nos é permitido”, mas criticam pelo facto de  ainda não ter sido apresentado qualquer plano para o desenvolvimento e planeamento do sector das Pescas na Região. “É verdade que foram criados apoios para compensar o período de paragem, estes apoios são importantes para ajudar este sector, mas são insuficientes, é de extrema importância que se ponha em prática um plano para a sustentação e crescimento do sector das pescas”

Falam que “um bom exemplo, é o que a Docapesca está a realizar nas lotas e entrepostos frigoríficos que são geridos por esta empresa em Portugal Continental. A docapesca acabou de anunciar a continuação dos seus projetos para a requalificação e melhoria dos seus portos continuado com as obras já estipuladas e apresentando novas. Esta empresa continua, igualmente, a formar novos recursos humanos de forma a ter equipas dinâmicas e bem preparadas, assegurando ainda condições de higiene e segurança que permite o funcionamento pleno de lotas e entrepostos frigoríficos, realizando ainda uma divulgação insistente nos meios de comunicação para o incentivo do consumo do pescado e a constante captação de novos mercados exportadores de forma a minimizar o menos possível o impacto desta pandemia”.

Mas não se ficam por aqui em matéria de exmplos: “Podemos ainda dar o exemplo da Lotaçor que gere as lotas e entreposto frigoríficos nos Açores que pos-em prática planos de contingência face a pandemia, mas as instalações continuam a funcionar de forma plena e a pesca continua a bom ritmo de tal forma que no fim de semana de 16 e 17 de Maio em Ponta Delgada foram descarregados 53 Toneladas de Tunideos e 39 toneladas de pescado de outras especies. Chegando a estar presentes mais de 90 compradores para a venda de pescado tudo isto cumprindo os planos de segurança. Na Ilha de Santa Maria também nos Açores no mesmo período foram descarregados 72 toneladas de tunideos com um valor total de 161.000 euros”.

A mesma posição pública refere que “como é possível constatar pelos numeros acima referidos muito trabalho está a ser feito e as lotas e a indústria pesqueira continuam a funcionar e a mostrar que é possível continuar a atividade com segurança e de forma rentável e lucrativa. No Arquipélago da Madeira a situação é inversa onde se assiste a uma quase paragem imposta pela Secretaria do Mar e Pescas que condicionou o funcionamento das lotas e entreposto frigoríficos”.

Dizem pescadores e armadores do Caniçal e Câmara de Lobos que “esta situação vivida actualmente é insustentável ainda mais agora que estamos em pleno período de desconfinamento. Aqui na Região, existem muitas melhorias para fazer a nível de infra-estruturas que são urgentes, no sentido de evitar lacunas grandes que coloquem em causa o bom funcionamento de todo o sector das pescas. Estamos a referir  à falta de Recursos Humanos e infraestruturas para o bom condicionamento e funcionamento das lotas e entrepostos frigoríficos da Ilha. Apelamos que olhem para estas lacunas e que as preencham o mais rápido possível, de forma a que o sector possa recuperar e prosperar.  Importante mencionar que já foi prometido recursos humanos, mas até hoje tudo permanece igual, é de suma importância o reforço dos recursos humanos porque é o mais necessário neste momento para dar resposta as necessidades mais urgentes e voltar a pôr as lotas e entrepostos a funcionar devidamente.

“Apelamos, igualmente, a que se trabalhe na criação de novos mercados de escoamento do pescado como acontece com a aquacultura (que nunca parou), que pode ser neste caso um bom exemplo de como se exporta e se promove o seu produto”.

Este grupo avisa que “não pretende nem tem qualquer conotação política”, mas apenas “pretende expor de forma pública os problemas de todo um sector que alimenta muitas famílias. O que queremos é crescer, se ganharmos, a Madeira também ganha e o pais também. Sejamos um exemplo”.


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