





A reentrada no dia a dia é feita “a medo”, como diz o povo. E, na realidade, os dois meses de recolhimento forçado, por via das medidas de prevenção da Covid-19, acabaram por pesar psicologicamente nos madeirenses, em geral, e por todos os que a partir de segunda-feira, regressam às atividades no centro do Funchal, desligando/ligando como se de uma qualquer ficha se tratasse.
Estes últimos dias de um Funchal confinado, apesar do desconfinamento já ter ocorrido na sua primeira fase, revela que a população ainda está com algumas reticências quanto a regressar tranquilamente às ruas e às lojas. Ninguém sabe como se dará o regresso total a partir de segunda-feira, dia 18 de maio, altura em que quase tudo ficará aberto e haverá tentativa de regresso a um normal diferente daquele a que estávamos habituados.
Restaurantes, bares, cafés, depois das praias e dos ginásios, bem como o regresso do horário normal da Função Pública, tudo junto vai contribuir para que a cidade venha a registar maior movimento, sendo que é previsível, na perspetiva da proteção, encontrarmos assimetrias que vão dos que se protegem e dos que não se protegem e com essa atitude estão a deixar os outros desprotegidos.
Nesta fase, as autoridades pedem bom senso, cumprimento das recomendações, aguardando que exista uma consciencialização generalizada. Fazer o dia a dia com máscara, entrar num restaurante e cumprir com determinados requisitos, beber um café com ansiedade e andar na rua a fugir dos que não têm máscara, poderá ser uma realidade em muitos dias, até que a vivência desta anormalidade se torne normal.
Podemos, assim, dizer, que o desconfinamento será mesmo gradual. No pensamento e nas atitudes.
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