Madeirenses em fase final de confinamento preparam reentrada “a medo”

Fotos Rui Marote
Nova proteção mas com velhos hábitos. Foto Rui Marote
Operações de desinfeção na “velha” Marina do Funchal. Foto Rui Marote

Diálogos na reta final do confinamento. Foto Rui Marote
Os patos vão aproveitando os últimos “cartuchos” de uma cidade vazia.

A reentrada no dia a dia é feita “a medo”, como diz o povo. E, na realidade, os dois meses de recolhimento forçado, por via das medidas de prevenção da Covid-19, acabaram por pesar psicologicamente nos madeirenses, em geral, e por todos os que a partir de segunda-feira, regressam às atividades no centro do Funchal, desligando/ligando como se de uma qualquer ficha se tratasse.

Estes últimos dias de um Funchal confinado, apesar do desconfinamento já ter ocorrido na sua primeira fase, revela que a população ainda está com algumas reticências quanto a regressar tranquilamente às ruas e às lojas. Ninguém sabe como se dará o regresso total a partir de segunda-feira, dia 18 de maio, altura em que quase tudo ficará aberto e haverá tentativa de regresso a um normal diferente daquele a que estávamos habituados.

Restaurantes, bares, cafés, depois das praias e dos ginásios, bem como o regresso do horário normal da Função Pública, tudo junto vai contribuir para que a cidade venha a registar maior movimento, sendo que é previsível, na perspetiva da proteção, encontrarmos assimetrias que vão dos que se protegem e dos que não se protegem e com essa atitude estão a deixar os outros desprotegidos.

Nesta fase, as autoridades pedem bom senso, cumprimento das recomendações, aguardando que exista uma consciencialização generalizada. Fazer o dia a dia com máscara, entrar num restaurante e cumprir com determinados requisitos, beber um café com ansiedade e andar na rua a fugir dos que não têm máscara, poderá ser uma realidade em muitos dias, até que a vivência desta anormalidade se torne normal.

Podemos, assim, dizer, que o desconfinamento será mesmo gradual. No pensamento e nas atitudes.

 


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