
Vivemos tempos diferentes, diferentes e dífíceis. Não encontramos quem pudesse, alguma vez, afirmar-se preparado para o que se está a passar durante esta fase que, tal como o vírus, nem conseguimos classificar verdadeiramente. Nem entendemos aquilo a que podemos chamar de “silêncio do desconfinamento”, o que podendo parecer um paradoxo em função do regresso gradual à vida e ao burburinho da cidade, também nos trouxe, nesta conjuntura, um regresso muito a medo, como traduz esta imagem, fazendo valer a máxima de que uma imagem vale mais do que mil palavras. Mesmo que esta imagem tenha sido obtida a um domingo, que em condições normais já é dia calmo pela cidade. Mas hoje, em plena pandemia mas numa fase de desconfinamento, é mais do que antigamente. E compreende-se porquê. Os cidadãos pensam a medo e reagem a medo, o medo de uma pandemia e o medo de uma vida com restrições ainda apertadas. O medo pela vida. E o medo da vida.
Fica a esperança de um regresso, ainda que gradual, aguardando que o Funchal possa voltar, a pouco e pouco, a uma normalidade que ainda é anormal, mas que esperemos venha a ser, progressivamente, mais consentânea com uma frequência de mais cidade dos cidadãos. E com cidadãos. Também do mundo.
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