
O desconfinamento civil tem de ser alinhado ao passo do exemplar caracol, seguindo, mais do que nunca, a máxima de que devagar se vai ao longe. O Estepilha subscreve as proibições aos ajuntamentos que possam acontecer neste ansiado regresso à normalidade num mundo anormal. Mas é pela sua saúde e está tudo justificado. Passinho a passinho, porque o caracol nunca tem pressa nem nunca se cansa, como bem ilustra o trabalho de José Alves.
O que o Estepilha já não entende é que o ritmo do caracol seja seguido também no apoio oficial às pequenas empresas que precisam de dinheiro para pagar contas e honrar compromissos com funcionários e fornecedores. Sim, sabemos, há incidentes informáticos; sim, há porventura burocracia a mais nas candidaturas; sim, há requisitos e mais requisitos que até afastam os candidatos, mas também aqui é urgente que o Governo desconfine a cem por cento porque há empresas com a corda ao pescoço e já se fala na rebelião empresarial. Até o caracol se cansa da morosidade processual na análise desta famigerada linha de crédito dos 100 milhões (até o caracol se perde em tanto zero), sempre a servir os mesmos convidados ao banquete dos apoios.
Como se não bastasse, a condição leonina de só admitir as empresas sem capitais próprios negativos deixa por terra outros tantos candidatos, excluídos à francesa do crédito bancário. Está visto que é tudo para alinhar ao passo do caracol.
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