O presidente do Governo Regional disse hoje, na Assembleia Legislativa Regional, no âmbito do debate mensal com a presença do Executivo sob o tema “Covid-19”, que “nas próximas semanas continuaremos a trabalhar no sentido de reabrir novos setores”, aguardando que “o Governo nacional atenda às nossas justas reivindicações e contamos com a solidariedade de todos os cidadãos, forças sociais e políticas para ultrapassarmos com sucesso esta grande provação que a nossa Região e o nosso Povo enfrentam”.
Miguel Albuquerque considerou que “a atual situação do surto pandémico na Região, permitiu que o Governo Regional iniciasse com cautela e de forma gradual, a reabertura de importantes sectores da nossa economia, pelo que se o quadro da evolução da epidemia se continuar a revelar favorável, iremos continuar a fazê-lo nas próximas semanas. Nesta como em outras situações, temos de continuar a reagir com bom senso, com realismo e sem precipitações”.
Num balanço aos primeiros dias da fase inicial de desconfinamento, o chefe do Executivo Madeirense disse que “até agora nas atividades cuja reabertura já está autorizada, na indústria, comércio ou serviços, quer os empresários, quer os funcionários quer os clientes têm agido no cumprimento das regras de distanciamento social e de utilização dos equipamentos de proteção.
Isso dá-nos fundadas esperanças de que continuaremos no caminho correto de retoma económica”.
Albuquerque lembrou que “os efeitos sociais e económicos devastadores para a nossa economia, determinaram que, a par dos apoios disponibilizados para as empresas e para os cidadãos pelo Governo nacional, o Governo Regional da Madeira apresentasse um quadro de apoios de âmbito empresarial e social desde a primeira hora, quer diretos quer indiretos. Têm como objetivo, não só complementar os apoios nacionais mas também levar em linha de conta algumas especificidades próprias da nossa Região e do nosso setor empresarial, composto sobretudo por pequenas e medias empresas.
Estes apoios têm tido um excelente acolhimento por parte dos nossos empresários, e serão reforçados enquanto for necessário garantir a liquides e os empregos.”
O presidente do Governo diz que “a Região Autónoma da Madeira, até agora tem sido capaz de controlar e monitorizar as situações de contágio potenciais e reais. As medidas profiláticas adotadas têm-se revelado eficazes até este momento. Temos tido um baixo índice de contágio e felizmente não temos a lamentar qualquer morte por covid-19 até ao dia de hoje”, mas também avisa que esta realidade “não significa que o vírus esteja erradicado da nossa Região Autónoma da Madeira e não significa também que não possam surgir, a qualquer momento, novas cadeias de transmissão u novos surtos de contágio. Por isso temos de manter e cumprir as medidas de prevenção recomendadas pela autoridade de saúde”.
Nesta sua intervenção, Miguel Albuquerque formulou inúmeros agradecimentos, ao povo madeirense, aos profissionais de saúde, às forças de segurança, às IPSS, entre outras entidades, proteção civil, segurança social, professores, agricultores, entre outros, mas direcionou uma palavra “especial de apreço aos nossos cidadãos mais idosos, logo mais vulneráveis, pelo seu sentido de sacrifício e incómodos que continuam a suportar, devido ao seu confinamento profilático, que os impede de estar com os seus filhos e netos, nestes dias difíceis que atravessamos.
O líder do governo madeirense fez alusão a algumas medidas que, desde início, foram tomadas, como disse, “sem contemplações”, apontando que o seu Executivo “levou muito a sério esta ameaça à saúde pública e desde a primeira hora atuou sem contemplações, na determinação de medidas preventivas, para conter a difusão da pandemia na nossa Região”.
Recordou que “conseguimos antecipar, graças aos poderes que a Autonomia Política nos faculta, todas as medidas de contenção e mitigação necessárias para um combate eficaz a esta pandemia na Região. Foi a Autoridade de Saúde a primeira a decretar o Estado de Alerta em toda a Região Autónoma, a 13 de março de 2020, o que nos permitiu assumir medidas inadiáveis e importantes para o controlo da pandemia no nosso território. A partir daí, a nossa prioridade foi a defesa da saúde e do bem estar da nossa população”.
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