PTP diz que “irresponsabilidade e oportunismo” não devem vencer em tempo de pandemia

O PTP emitiu um -“alerta” para os madeirenses, em particular, os trabalhadores e pequenos e médios empresários, para que fiquem atentos e “não continuem a transigir com o esvaziamento e atropelo dos seus direitos económicos, sociais e políticos”.

Apesar de actualmente todos estarmos a atravessar uma situação epidémica, os trabalhistas não desejam que voltemos a um Estado ditatorial, policial e pouco transparente no que diz respeito a utilização dos dinheiros públicos.

O PTP comenta as notícias vindas a público nos últimos tempos “sobre negociatas da empresa pública Horários do Funchal que num período de plena crise económica faz adjudicações por ajuste directo com o objectivo de prejudicar trabalhadores que lutam pelos seus direitos ou mesmo para afrontar judicialmente a Câmara Municipal do Funchal”. Do ponto de vista deste partido, “para além de irresponsável e pouco transparente”, esta medida “cheira a mofo, tipo salazarista que quem se opunha ao regime tinha de se haver com a justiça”.

O PTP exige, pois, que o Governo Regional, em particular o secretário da Economia, “assuma as devidas responsabilidades desta situação, visto que este episódio é mais em muitos que caracterizam a nau sem rumo em que se tornou a administração da empresa HF”.

“Será preciso lembrar ao Senhor Secretário da Economia que o antigo slogan do CDS era o partido dos contribuintes?”, refere uma nota assinada pelo dirigente Quintino Costa.

Por outro lado, os trabalhistas também propõem ao Governo Regional que no âmbito das ajudas à economia, nomeadamente, as que são dirigidas às empresas para apoio a manutenção dos postos de trabalho, sejam divulgadas as ajudas e os seus destinatários, para que o contribuinte possa fiscalizar os dinheiros públicos e a sua eficácia na manutenção do emprego.

“O PTP também não entende quais as razões do atraso nas várias ajudas que têm sido amplamente publicitadas pelo senhor secretário sempre acompanhadas com um orgulhoso e fabricado sorriso. Na verdade, constatamos que há cada vez mais pessoas a passarem fome e a se socorrerem das instituições. Muitos trabalhadores estão em lay off mas totalmente desprotegidos, visto que as entidades patronais dizem que só pagam depois de receber as ajudas que tardam em chegar. A inspecção de trabalho parece também estar em lay off”, refere o comunicado aos órgãos de comunicação social.

A sociedade madeirense e em particular os trabalhadores por conta de outrem, os micros e pequenos empresários estão a atravessar uma verdadeira situação de emergência e “não é com falsa publicidade, com gestão danosa nas empresas públicas e com sorrisos fabricados que se combate a fome, a ineficácia da máquina governativa, e salva a economia”, comenta Quintino Costa.

O PTP não quer, pois, que se repitam “as injustiças sociais e económicas que se verificou com a Lei de Meios, enquanto uns perderam tudo e nada receberam outros pouco ou nada perderem e muito beneficiaram com a catástrofe do 20 de Fevereiro”.

“Em tempo de epidemia a irresponsabilidade e o oportunismo não devem vencer”, conclui a nota enviada à comunicação social.