Pedro Ramos justifica atrasos na entrega de máscaras: 15 de Maio é data avançada para concluir entrega

Muitos madeirenses ainda não receberam as máscaras comunitárias encomendadas pelo Governo Regional a empresas privadas, e que, tanto segundo Pedro Ramos como Miguel Albuquerque, já deviam ter chegado a casa dos cidadãos do arquipélago ainda no mês de Abril, segundo previsões então prestadas. O FN confrontou hoje o secretário regional da Saúde e Protecção Civil, Pedro Ramos, sobre este tema recorrente, questionando-o sobre se existe algum descontentamento ou irá haver alguma acção do Governo Regional para com as empresas responsáveis pela sua fabricação (muitas máscaras não são conformes ao folheto que as acompanha, não trazem filtros de TNT nem abertura para os colocar) ou em relação aos CTT, responsáveis pela sua entrega no domicílio dos madeirenses. As máscaras, cuja importância no uso Pedro Ramos ainda hoje realçou novamente, são particularmente importantes nesta altura de desconfinamento, em que se verifica novamente um maior contacto entre as pessoas. Relembrado de que a 21 de Abril prometia para o final da semana, no máximo na semana seguinte, a entrega das máscaras à totalidade da população, o governante com a pasta da Saúde negou qualquer descontentamento com o modo como o processo de entrega das máscaras está a decorrer.

Preferiu lançar-se numa extensa apologia sobre o modo como a RAM foi a primeira a ter a visão, a nível nacional, de que seria benéfico em termos de saúde pública o uso de máscara comunitária, como medida adicional de protecção. Na altura, nem a própria Direcção Geral de Saúde, nem a OMS nem o ECDC (European Centre for Disease Prevention and Control). A Madeira baseou-se, para esta decisão, na experiência de outros países, como a República Checa.

“250 mil máscaras não são distribuídas de um dia para o outro”, justificou-se. “E estão cada vez mais a ser distribuídas em maior quantidade”, garantiu o secretário, “num volume diário cada vez maior”.

A expectativa de entrega acabou por estender-se, assumiu o governante, até à primeira quinzena de Maio. “No início tínhamos uma determinada expectativa, e depois ela não se estava a realizar, e fizemos, de facto, contas ao tempo. Até ao dia 15 de Maio esperamos de facto que as 250 mil máscaras estejam distribuídas”.

“Estamos satisfeitos com esta decisão da utilização de máscaras, e estamos ainda mais satisfeitos porque de facto o país também seguiu esta indicação (…)”, bem como outras entidades como a Ordem dos Médicos.

Pedro Ramos diz que o GR adiantou-se na iniciativa de encomendar as máscaras para a população porque na altura as mesmas escasseavam e não havia alternativas, mas que desde então assistiu-se a uma mobilização da sociedade, com muitos a fabricarem máscaras em casa, empresas que tinham outro tipo de actividade e para se manterem passaram a fabricá-las. “Isto é tudo o resultado de uma resposta da população, que tem cumprido com as recomendações (…)”


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