“Quem mexeu no meu Queijo?”

Não se trata de um artigo de opinião sobre culinária, mas sim de uma referência ao livro  homónimo do Dr. Spencer Johnson.  A vida é composta de problemas. Cada um tem os seus. A diferença fica na dimensão dada ao problema,  ou na diferença de problemas (uns podem ter a dificuldade de escolher que carro usar para um passeio domingueiro – Desportivo? Clássico? Outros podem ter de gerir um  orçamento muito apertado. Ainda assim, nesta experiência coletiva de choque em que participamos nas últimas semanas temos todos um problema comum: como lidar com a  mudança na nossa vida? Na nossa rotina? No nosso trabalho?
Se não conhece o livro referido entenda que a história retrata dois ratinhos e dois homens que viviam felizes num pequeno espaço de um labirinto com queijo suficiente para o resto das suas vidas. O queijo era o seu alimento, mas também era o que os deixava plenamente felizes. Um dia o queijo simplesmente desapareceu… Os nossos protagonistas têm características vincadas: um sente o cheiro da mudança; outro corre direto à ação, outro recusa e resiste mudar; e o último aprende a adaptar-se quando percebe que a mudança é o melhor para si. Esta é uma  realidade clara para nós. Tínhamos uma vida confortável e independentemente de estarmos satisfeitos ou não, o nosso queijo desapareceu e tornou  óbvio e obrigatório lidar com a mudança, com graves resultados para aqueles que apenas esperam que tudo. As grandes mudanças na história do mundo tiveram como antecedentes crises financeiras, políticas, sociais, guerras ou doenças, mas a certeza que fica é que quem se  adapta e se reinventa segue na evolução natural.

O Fitness em Portugal, tal como na Madeira, estava em exponencial crescimento e o distanciamento social trouxe não só a possibilidade da introdução dos ginásios virtuais, mas também a aumentou a visibilidade da importância do exercício físico para a nossa vida. Todos nós tentamos iniciar algum exercício durante este processo, pelo menos uma vez, mesmo que fosse ele apenas baseado no movimento, na diversão ou na necessidade de aumentar a sua atividade física diária. Percebemos igualmente que os técnicos de exercício físico que nos acompanham são altamente importantes. São eles que recolhem os nossos dados específicos e que procuram, nunca grande panóplia de possibilidade e linhas de pensamento, aqueles exercícios que mais se adequam a nós, num determinado momento, perante determinadas circunstâncias. Não está somente um planeamento em causa, mas sim a saúde de uma pessoa, a manutenção da sua saúde física e mental.

Muitos ginásios foram atrás de um “novo queijo”, mesmo com toda a tensão e riscos que isso possa acarretar. Como referiu o diretor da cadeia “UP Fitness”, cujo artigo deu mote a esta opinião, “Vamos continuar a chorar ou vamos vender lenços?”. Com três clubes em construção após um grande período de expansão no ano passado, a empresa transformou os seus espaços físicos em estúdios do seu ginásio virtual que gerou inúmeras subscrições. O livro retrata esta realidade que uma forma simples: vamos esperar que “alguém reponha o nosso queijo?”, “Vamos procurar um novo queijo?”, “Vamos adaptar-nos?”, “Vamos desfrutar a mudança?”. Seja qual for a nossa direção nesta nova época que iniciamos procuremos fazê-lo de acordo com a nossa cultura empresarial e com a perfeita noção que é necessário “acompanhar as reservas de queijo” pois a mudança é a única constante.


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