PSD quer que o lay-off possa abranger também os gerentes das PMEs

O PSD quer que o “lay-off” abranja os gerentes das pequenas e médias empresas. “Numa altura em que as dificuldades dos nossos empresários para fazer face aos impactos da COVID-19 são mais que muitas, não faz sentido que se criem apoios que, além de manifestamente insuficientes, burocráticos, redutores e pouco simplificados, deixam de fora um grande número de pessoas e é nessa lógica que o PSD verá, esta semana, ser discutido e votado um Projecto-lei, da sua autoria, na Assembleia da República, para que todos, sem excepção, tenham acesso a estas ajudas e possam, efectivamente, ser apoiados na sua recuperação”. A afirmação é da deputada no parlamento nacional Sara Madruga da Costa, a qual critica, ainda, o facto dos apoios previstos e anunciados, pelo Governo da República e no âmbito do Lay-off, estarem atrasados.

“Com esta iniciativa, o PSD quer ir mais longe que o Governo da República e alargar a cobertura do Regime de Lay-off a todos os gerentes das pequenas e médias empresas, cobertura essa que, neste momento, está limitada a empresas com facturação inferior a 60 mil euros e que não tenham trabalhadores”, explica a parlamentar. Ora, a Madeira é precisamente uma Região onde o tecido empresarial é maioritariamente constituído por pequenas e médias empresas.

Os sociais-democratas consideram que é “de elementar justiça” que todos os gerentes – que são, neste momento, obrigados a descontar para a Segurança Social – possam aceder a estes apoios extraordinários rapidamente. Sara Madruga da Costa recorda que foram muitas as queixas recebidas por vários sócios-gerentes madeirenses que, apesar de descontarem para a Segurança Social, não se encontravam abrangidos por estes apoios nacionais ao Covid-19, “o que não faz qualquer sentido e nem é justo”.