PERSONALIZAR e EMOCIONAR
O contexto atual em que vivemos obrigou-nos a repensar o fitness. Não o seu papel, mas o seu modo de operar em situações anómalas que obrigam a um modelo não presencial dos
Clubes.
No fitness o contato e a interação entre participantes é fulcral, tal como o seu contexto social. No entanto existindo a impossibilidade de sair ao exterior, proporcionada pela quarentena
imposta pelo estado de emergência, surge uma obrigação que todos os negócios repensem a forma como penetram o mercado e como se relacionam com seus clientes, podendo este
fenómeno mostrar-se como uma expansão para o mercado do fitness.
A nossa sociedade lida, há já algum tempo, com o seu desenvolvimento no campo online e com o constante avanço tecnológico, que deram origem a um ambiente fertilizado para o seu
desenvolvimento. Entendo que a Cibercultura é a forma sociocultural resultante da troca de informações entre indivíduos no espaço virtual e comum a todas as culturas, que liberta o
indivíduo das suas coordenadas fixas de tempo e espaço e que a tecnologia nós dá acesso a toda essa informação, podemos modelar o fitness a aproximar-se dos seus clientes, aumentando
a sua permanência.
Segundo o “Researchgate”, em 2020 as 5 maiores tendências do fitness estão marcadas pelo uso de Wearables, pelas aulas de grupo, pelo treino Hiit, pelo fitness para grupos
específicos e pelo treino com o peso do corpo. Compreendemos que a tecnologia cada vez mais faz parte do nosso mercado, mas desta vez precisamos de pensar que ela permitirá a extensão
virtual dos clubes à casa dos seus membros. Estas tendências mostram-nos tudo aquilo a que podemos recorrer neste momento: treinos rápidos e intervalados com intensidade alta ou treino
com o peso do corpo, ambos geridos, ou não, pelos wearables. Resta-nos pensar como adaptar as aulas de grupo a este contexto transitório. É certo que já existem modelos de aulas ondemand,
(há algum tempo), mas esses modelos têm em falta a personalização e a interação. É nos possível, enquanto clubes ter a nossa equipa envolvida em aulas de grupo virtuais onde os
mesmos podem interagir com os membros do clube. Segundo Bryan O’Rourke as estratégias online são muitas, mas é de grande importância estarem munidas com emoção e personalização
É na emoção que as nossas equipas ganham os gadgets, ou os wearables mais avançados. É com esta emoção, muito presente nos modelos de conexão das aulas de grupo que
conseguimos trazer os nossos clientes às aulas virtuais online. É também com a personalização que conquistamos as nossas audiências, os nossos sócios, e todos aqueles que serem alguma
inércia para dar o primeiro passo.
Cabe a todos os gestores de clubes compreenderem que as suas marcas têm de dar o primeiro passo no contexto virtual ou para algumas marcas, acentuar a personalização da sua presença,
usando sendo as suas equipas e proporcionando uma manutenção, dentro do possível, do mercado do fitness.
João Pedro Gonçalves
Coordenador de Marketing e Vendas do Galo Active Health Club e Galo Active no Centro
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