
Morreu Jorge Atouguia, o último reitor do Liceu do Funchal.
Jorge Atouguia nasceu no Porto a Cruz, a 30 de maio de 1928 e veio para o Funchal, após a 4ª classe, para o ensino liceal.
Seguiu para Coimbra, onde se licenciou em Ciências Físico-Químicas. Cumpriu o serviço militar, fez Exame de Estado para o exercício do Magistério Liceal e iniciou a carreira docente em 1959/60.
Passou pelo Liceu Nacional de Oeiras, Liceu Nacional Passos Manuel, Liceu Nacional Sebastião e Silva, Liceu Normal D. Pedro V, Liceu Nacional Pedro Nunes, Colégio Militar e Liceu Nacional do Funchal ou de Jaime Moniz.
Exerceu com singular profissionalismo a sua função docente. Assumiu uma atitude inovadora, ao recorrer ao polígono de frequências para análise dos resultados dos alunos.
Do ponto de vista pedagógico, realçou a “vantagem em interrogar amiudadas vezes os alunos, eliminando o antigo processo de “chamadas”.
Foi diretor do 2º ciclo (3º, 4º e 5º anos) e, em 1970/71, sendo professor efetivo no Liceu Nacional de Oeiras, esteve em comissão no Liceu Nacional do Funchal, como vice-reitor, até 1973, tendo sido empossado pelo Dr. André Cymbron, reitor em exercício.
Nomeado pelo Governo da República Reitor do Liceu Nacional do Funchal, a partir de 1de junho de 1973, foi empossado, no Palácio de S. Lourenço, pelo Governador do Distrito Autónomo do Funchal, coronel António Braancamp Sobral.
Foi o 1º presidente do Conselho de Gestão da Escola Secundária Jaime Moniz até 1976.
Em 1980 foi requisitado para o Instituto de Tecnologia Educativa, dirigindo os serviços da tele-escola, que muito contribuíram para a divulgação do ensino na Região.
Em 1981 foi diretor do Laboratório de línguas da Secretaria Regional da Educação, a ser instalado na Escola Secundária Jaime Moniz.
Em 1991, passou à carreira de técnico superior.
Figura carismática, distinta e de grande empatia, de trato discreto e afável, desempenhou com honestidade, seriedade e empenho, todas as suas funções.
Tratou com equidade todos os que o procuravam. Muitos alunos da Escola lembram a simpatia do Senhor Reitor, na porta da reitoria, de mãos atrás das costas, como era habitual, e “um sorriso para os alunos que por ali passavam”.
Em maio de 2018, a Escola Jaime Moniz prestou-lhe homenagem, por ocasião dos seus 90 anos.
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