Secretário da Saúde afirma desconhecer circulação de médicos entre o público e o privado

Continuam a chegar ao Funchal Notícias reportes, inclusive da parte de profissionais de saúde, de circulações dos mesmos entre o sector público e o sector privado, ao contrário do disposto nas circulares normativas do Governo Regional. A situação, que também já foi reportada por outros órgãos de comunicação social, causa revolta entre os médicos que estão a respeitar as regras. Ora, há situações óbvias de excepção, até entre profissionais com responsabilidades significativas. Inclusive, até do director de cirurgia do Hospital Dr. Nélio Mendonça, Fernando Jasmins, que consta da escala de serviço no hospital, conforme documento em nossa posse, mas que continua a ser em exercício o director clínico da Clínica de Santa Luzia, onde também trabalha. O caso é apenas um exemplo entre vários que chegaram ao nosso conhecimento, de médicos do SESARAM que estão a trabalhar simultaneamente no público e no privado, conforme também deu conta o DN-Madeira.

Ora, o Funchal Notícias confrontou o responsável máximo pela Saúde na Madeira, Pedro Ramos, com este exemplo concreto e com a informação de que tem havido casos similares, mas a resposta do governante não foi muito esclarecedora. Referiu Pedro Ramos que desde 1 de Abril deste ano uma das medidas mais restritivas tomadas, visando proteger os profissionais e os próprios utentes, “foi de facto a impossibilidade de haver circulação entre os profissionais de saúde do sistema público, o privado e o social”. A indicação, assegurou, “tem vindo a ser cumprida por todos os profissionais”.

“Houve profissionais que escolheram trabalhar só no privado, e outros no sistema público. Os que estavam com actividades mistas – e não sei se o dr. Jasmins é um caso desses, mas parece-me que sim – (…) fazem depois a opção, porque os serviços reestruturaram-se, reorganizaram-se (…) Isso tem sido respeitado”, assegurou. “Não tenho conhecimento de que, de facto, haja prevaricação (…)”


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