Tinham até ao meio dia de hoje para sair mas ainda permanecem no porto de abrigo do Porto Moniz quatro das cinco embarcações de pesca de Câmara de Lobos que se deslocaram para aquele concelho do norte depois do anúncio de declaração de cerca sanitária na freguesia camaralobense sede de concelho. Uma embarcação abandonou o porto ao início da manhã e as restantes estão sob alçada da Autoridade Marítima aguardando indicação de saída. A saída está, agora, prevista para as 16 horas, pelo menos de uma das embarcações, sendo que as restantes sairão ao longo do dia.
Os pescadores estão confinados aos respetivos barcos e a Câmara Municipal tem disponibilizado um funcionário de ligação, que se responsabiliza pela aquisição de produtos alimentares e de farmácia, evitando assim que os pescadores venham a circular. Hoje mesmo, esse funcionário fez várias deslocações para fornecer produtos à tripulação dos barcos.
O presidente da Autarquia referiu ao Funchal Notícias que a situação está sob o comando da Autoridade Marítima e todo o processo tem a ver, também, com questões ligadas às condições de navegabilidade, pelo que a todo o momento as embarcações poderão sair.
Emanuel Câmara afirma que, relativamente aos dados disponíveis, as embarcações deverão sair do Porto Moniz em direção ao local onde irão recolher o aparelho de pesca, uma operação que demora sensivelmente 20 horas, pelo que a chegada ao Funchal, onde deverão cumprir o período de quarentena, deverá ocorrer na próxima quinta-feira.
Recorde-se que ontem, como o FN deu conta, a Câmara do Porto Moniz emitiu uma nota onde afirma compreender o facto de estas tripulações terem procurado o Porto de Abrigo do Porto Moniz para acostar as suas embarcações, “ou não fosse este um dos portos mais seguros e com melhores condições na Região, dotado inclusive de um Centro de Salvamento a Náufragos, único em toda a Costa Norte da Região”, mas considera que “em primeiro lugar estará sempre a salvaguarda da saúde pública não apenas dos seus munícipes, mas também dos próprios tripulantes destas embarcações”.
A Câmara Municipal, nessa nota, agradeceu “a intervenção de todas as autoridades de segurança e saúde que colaboraram na resolução desta situação, e deixa um abraço solidário a todos os envolvidos na mesma”.
Relativamente à situação dos pescadores depois de abandonarem o porto de abrigo do Porto Moniz, o mais certo é que cumpram um período de quatentena, em alto mar ou no porto do Funchal, sendo que esta informação ainda não foi confirmada pelo gabinete de comunicação da secretaria regional da Saúde, apesar dos contactos estabelecidos pelo FN esta manhã, sem que até ao momento fosse facultado qualquer esclarecimento.
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