Testes ao Covid 19 estão a ser criteriosamente usados, diz Pedro Ramos, que aconselha os lares a seguir exemplo do “Living Care”

O secretário regional da Saúde e Protecção Civil enfrentou hoje novamente a pressão dos jornalistas no sentido de saber porque não se estão a realizar mais testes à Covid-19 na Madeira, mas não desarma: os 15 mil testes existentes não são para desperdiçar, a população da Madeira não é para ser toda testada e só serão eventualmente realizados mais testes se “passarmos a uma situação de descontrolo”, como a que está a acontecer, do seu ponto de vista, no continente. “Estamos a gerir muito bem a nossa capacidade de testes”, insistiu Pedro Ramos.

Referindo-se aos 100 mil testes encomendados aos EUA, e que enfrentam algum risco de não chegar à RAM, dadas as restrições impostas pelo presidente Donald Trump à saída desse tipo de material do país, Pedro Ramos continua confiante de que chegarão “de uma forma faseada” e garantiu que o SESARAM não depende apenas destes testes, mantendo-se em contacto permanente com fornecedores alternativos.

Novamente questionado sobre se não faria sentido realizar mais testes às pessoas que estão em quarentena obrigatória nos hotéis, e nos utentes e funcionários dos lares de Terceira Idade, continua a insistir que os mesmos estão a ser bem aplicados até agora e que o teste será aplicado a quem sair da quarentena nas unidades hoteleiras designadas, devendo estas pessoas manter-se ainda posteriormente nas suas residências. O distanciamento social, avisou, é para ser mantido durante muito mais tempo, pois é uma das principais medidas; o teste pode até dar negativo num dado momento, mas positivo mais tarde, admitiu. Pelo que há que manter cuidados. Porém, continua a recusar a massificação de testes de Covid-19 a doentes assintomáticos.

Questionado de novo sobre a falta de material de protecção nos lares da RAM, disse que aos mesmos “já foi disponibilizado algum material”, de acordo com as necessidades apercebidas até à data. Assegurou que os lares da Madeira têm muito melhores condições do que os do continente, tendo-se preparado atempadamente. Como exemplo, deu o exemplo do Atalaia Living Care, que já criou uma ala para isolamento profiláctico, com capacidade para 12 quartos individuais. Os outros lares, insinuou Pedro Ramos, têm de ser mais “proactivos” e ultrapassar os seus próprios planos de contingência, antecipando as necessidades que um eventual e súbito surto de doentes de Covid-19 causaria. “Todos os lares têm que ter uma zona de isolamento profiláctico”, para doentes Covid ou para quem sair do lar para tratamento hospitalar e que, no regresso, tem de cumprir um período de quarentena de 14 dias em isolamento especial. Mesmo que os lares não disponham de 12 camas, devem criar nem que seja duas ou três de isolamento profiláctico.

“Pode haver algum caso positivo nos lares”, admitiu. “Não digo que não”. Mas, neste momento, com o controlo que tem sido feito, nada o indica. “Vamos continuar a fazer esta caracterização dos nossos lares (…)”, que, afiançou, são dirigidos por pessoas responsáveis.

As aquisições de material para os lares, que têm a central de compras no SESARAM, “vão sendo disponibilizados à medida que vão chegando”. Também há material proveniente do continente, da União das Misericórdias Portuguesas, que está a chegar à Madeira.

Questionado por um jornalista, negou que faltem “fatos de protecção interior” em meio hospitalar.

A 13 de Abril, disse, o stock de material de consumo clínico incluía fatos integrais com capuz em número de 8102; as máscaras de alta filtração bacteriana de tipo 2 eram de 9264 e chegarão durante esta semana mais 45 mil; as máscaras cirúrgicas são em número de 23236; desde 1 de Março 73925 foram consumidas; esta semana chegam mais 95 mil; e finalmente, há mais de 13 mil pares de luvas em stock. Até agora, desde 1 de Março, foram gastas mais de 38 mil. Esta semana chegam mais 170 mil pares.


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