Albuquerque reforça que “o vírus não está erradicado nem este é o momento para abrandar”

O presidente do Governo Regional reforça hoje, na página oficial do Governo, a mensagem que já tinha enviado mas que quer deixar bem vincada neste momento, sobretudo numa altura em que, um pouco por todo o lado, começam a surgir questões relativamente a uma abertura gradual dos serviços e à retoma da vida para evitar maiores males para a economia.

Ontem, na conferência de imprensa, Miguel Albuquerque já tinha deixado bem claro a linha que não quer, de forma alguma, ultrapassar. Em síntese, a segurança das pessoas em primeiro lugar, depois tratar da economia, ainda que entenda a preocupação dos empresários. E mais: aeroporto condicionado, com limite de 100 passageiros por semana. E não sai deste quadro.

Albuquerque tem vindo a revelar uma posição firme, desde início da pandemia da Covid-19, com decisões que, em muitos momentos, andaram à frente das recomendações nacionais, sendo que relativamente ao aeroporto, depois de fechar o porto e marinas, houve uma divergência Região/República sobre a situação, com a Madeira a defender o encerramento total e Lisboa a manter a situação no meio termo, exceção feita neste período da Páscoa, onde o encerramento dos aeroportos nacionais foi total.

Hoje, na página do Governo, coloca uma pequena parte da intervenção de ontem, que não pode estar dissociada da preocupação real do presidente do Governo Regional. Miguel Albuquerque afirma que “é preciso dizer que o vírus não está erradicado na Região Autónoma da Madeira, nem este é ainda o momento de abrandar as medidas de confinamento obrigatório decretadas. Reiteramos que está em causa o valor supremo, que é a vida.” E ontem, já tinha dito que, relativamente às aulas presenciais, nem está em avaliação na Madeira, resumindo-se apenas ao ensino à distância para o Básico e Secundário.

Esta posição do chefe do governo da Região revela que a Madeira só vai abrir mão depois de uma sólida confirmação, por parte das entidades de saúde, sobre a possibilidade. Um regresso que será sempre, em qualquer circunstâncias, gradual, cauteloso, precisamente para evitar um retrocesso a seguir a uma abertura, que traria certamente efeitos mais preocupantes.

Fique em casa continua a ser a mensagem prioritária, um esforço mais para que maio traga melhores perspetivas, reconhecendo-se que esta fase, como disse o secretário de estado da Saúde, na conferência de hoje relativa aos resultados nacionais, é aquela que revela ums saturação maior por parte dos portugueses neste contexto de isolamento.


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