ACIF preocupada com o acordo do Eurogrupo, que considera insuficiente

Jorge Veiga França

A ACIF veio hoje congratular-se publicamente com o acordo alcançado pelo Eurogrupo, divulgado na passada quinta-feira, dia 9 do corrente mês, de Abril, através do qual Portugal, enquanto estado membro da União Europeia, terá acesso a três pacotes de ajuda, nomeadamente uma linha de crédito do mecanismo europeu de estabilidade, de 240 mil milhões, até ao limite de 2% do PIB de cada estado; um mecanismo de protecção dos trabalhadores, de 100 mil milhões de euros e uma linha de crédito para PME’s, junto do Banco Central Europeu, de 200 mil milhões.

“Apesar de considerarmos que foi dado mais um passo significativo e de louvarmos a rapidez deste acordo, entendemos que o mesmo, através do qual Portugal poderá receber um empréstimo no montante de 4 mil milhões de euros, não será suficiente para ultrapassarmos todos os problemas económicos que o país enfrentará nestes próximos meses, decorrentes da paralisação da actividade empresarial”, diz a ACIF.

Estas medidas, para a câmara de comércio, são oportunas numa fase de protecção da economia, mas não são suficientemente robustas para uma fase de relançamento, na qual será necessária uma intervenção concertada e solidária de toda a União Europeia.

“Recorda-se que, apesar de ter ficado patente o acordo já conseguido entre todos os membros do Eurogrupo no sentido da criação de um fundo de recuperação para a economia europeia, também ficou publicamente claro que, o que consideramos ser a melhor solução quanto à forma de o financiar, i.e., a mutualização de dívida, parece uma hipótese bem remota, dada a oposição manifestada por alguns deles. E isto deixa-nos apreensivos”, confessa a ACIF.


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