José Manuel Rodrigues pede “máxima celeridade” ao Governo num pacote de apoios às associações de solidariedade

O presidente da Assembleia Legislativa Regional lançou hoje um apelo ao Governo da República no sentido da “máxima celeridade” na criação de “um pacote de apoios às instituições particulares de solidariedade social, associações que estão mais próximas da realidade, que sabem quem são as famílias carenciadas e aqueles que realmente vão passar fome e privações”.

Num artigo de opinião publicado no Observador, José Manuel Rodrigues considera que “esta crise vai ser mais duradoura e severa que a última. Ainda vamor a meio desta pandemia e as consequências económicas já são catastróficas”.

Diz que “muitos serão os idosos que sobrevivem com pensões baixas no interior do país ou nos bairros sociais das periferias das cidades. Aqui as paróquias e as instituições da Igreja Católica podem desempenhar um papel fulcral na minimização do sofrimento dos mais doentes e dos mais frágeis, pois conhecem a verdadeira realidade que os “burocratas da solidariedade” ignoram porque muitas vezes não descem ao terreno. Sejamos claros: algumas ditas Organizações não Governamentais desperdiçam o dinheiro público em despesas administrativas, em salários e em campanhas de marketing, esquecendo o verdadeiro objeto para o qual foram criadas, que é o da ajuda aos mais carenciados. Ainda há dias, o Papa Francisco, alertava para esta situação que é preciso denunciar, porque muitas dessas instituições vivem de dinheiros públicos e das ajudas dos cidadãos e das empresas”.

O líder do Parlamento escreve sublinhando que “a seguir a este coronavírus virá o vírus das falências, do desemprego e da pobreza e temos que estar preparados para responder à miséria que vai de novo invadir o país. Apesar do confinamento, sabe-se que há portugueses a passar fome, até porque muitas das IPSS que respondiam às necessidades dos cidadãos mais vulneráveis, estão já com poucos alimentos, já não recebem os excedentes dos hotéis e dos restaurantes, não podem fazer as habituais recolhas à porta dos supermercados e muitos dos seus voluntários também têm receio de serem infetados”.


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