Barreto surpreendido com “chumbo” do PSD e do PS a proposta para ajudar as ilhas

O líder do CDS Madeira, Rui Barreto, também secretário da Economia no governo regional de coligação CDS/PSD, veio hoje a público reagir ao chumbo, ontem, na Assembleia da República, de uma proposta centrista que pretendia apoios às Regiões Autónomas e levantamento das restrições da Lei de Finanças Regionais ao nível do endividamento. Barreto salienta que todas as medidas que, até agora, foram implementadas na Região, de apoio às famílias e às empresas, são financiadas exclusivamente pelo Governo Regional e que, se a República não quiser ajudar, “pelo menos que não atrapalhe”.

O líder do CDS-M mostrou-se “surpreendido” com a votação de ontem, na Assembleia da República, na qual PS e PSD “chumbaram” um Projeto de Resolução centrista que visava suspender algumas das alíneas da Lei de Finanças Regionais, permitindo que a Região procure outras vias de financiamento para suportar os custos da paragem da economia, resultantes da pandemia Covid-19.

Numa nota enviada à comunicação social, Rui Barreto recorda que até agora, “todas as medidas de apoio às empresas e às famílias, que o Governo Regional da Madeira implementou, foram desenhadas exclusivamente com as verbas do Orçamento Regional”, sendo que, da República, até agora não chegou nada, “nem sequer a confirmação de moratórias nos pagamentos das próximas tranches do PAEF, que permitiriam à Região ter alguma folga para enfrentar as dificuldades presentes e futuras”, Rui Barreto considera “estranho que um primeiro ministro que vai a Bruxelas, e bem, defender a solidariedade europeia, não tenha o mesmo comportamento perante as regiões autónomas que fazem parte integrante de Portugal”.

“Faço notar que na votação, não estiveram presentes os deputados eleitos pela Região, pelo que a decisão da votação deve ser imputada, em exclusivo, e pelo menos no caso do PSD, à estrutura nacional do partido”.

Naquilo que concerne ao CDS, Rui Barreto afiança ter “todo o apoio da estrutura nacional para continuar, também na Assembleia da República e em total articulação com a estrutura regional, a pugnar pelos interesses da Madeira. Nesta fase da nossa vida coletiva, mais importante do que divergências políticas, é fazer um trabalho continuado e sério, que permita à nossa Região emergir das dificuldades. O Governo Regional tem-no feito”.


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