
O Sindicato dos Professores da Madeira convocou para amanhã, 6 de abril, pelas 11 horas, num direto na página do Facebook, uma conferência de imprensa para “denunciar alguns atropelos aos direitos dos docentes do ensino privado” e para dar a conhecer a posição sobre “o papel da televisão no ensino / na educação à distância”.
Numa nota enviada hoje aos orgãos de informação, aquela estrutura sindical considera que “infelizmente, em vez da proteção desejada, muitos docentes têm visto os seus direitos postos em causa pelas entidades empregadoras, desrespeitando a legislação em vigor, nomeadamente aquela que tem sido aprovada nas últimas semanas, em consequência do isolamento obrigatório”
Diz ainda o SPM que “não podendo, de forma alguma, ficar indiferente ao contexto de crise sanitária que atinge também a Região e, decorrente dela, à situação que afeta os docentes de algumas instituições privadas da RAM, anunciará o seu apoio concreto ao SRS, através de um donativo”.
A mesma nota refere que o sindicato dos professores deixa “a gratidão a todos os profissionais, verdadeiros heróis, que todos os dias saem da segurança das suas casas, permitindo que a nossa vida continue em segurança, apesar de todos os constrangimentos impostos pela pandemia causada pelo COVID-19. Neste momento difícil que estamos a atravessar, é necessário que todos cumpramos o nosso papel de forma responsável e solidária, conscientes de que esta pandemia não pode, de forma alguma, fazer esquecer os direitos fundamentais de todos os cidadãos. Só assim, mantendo vivos os ideais democráticos e humanistas, conseguiremos ultrapassar este momento difícil e tornar o futuro um lugar melhor.
Recorde-se que, relativamente ao ensino à distância e à anunciada decisão do Governo Regional de recorrer à RTP-Madeira para a conclusão do atual ano letivo, com aulas gravadas até ao 12º ano, o coordenador do SPM revelou, numa peça já publicada pelo Funchal Notícias, que considera a medida positiva, mas nunca pode ser analisada de forma isolada, devendo haver um complemento com outras alternativas que privilegiem o contacto direto professor/aluno.
Nessa entrevista ao FN, Francisco Oliveira disse que os alunos, hoje, não estão preparados para ouvir um professor debitar durante 45 minutos, o que a acontecer apenas essa situação, através da telescola, pode levar ao desinteresse dos alunos.
Além disso, há o problema da disponibilização das ferramentas, tanto a professores como a alunos. O Sindicato está a desenvolver um inquérito, que termina sexta-feira, onde já é possível detetar que muitos docentes não dispõem dos meios para um efetivo ensino à distância, pelo que deveria existir, segundo o coordenador, uma articulação no sentido de colocar ao serviço de quem precisa o material disponível nas escolas.
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