“Muitos pensam que a vida da fé é um luxo dispensável, como é dispensável beber um café”, alerta de D. Nuno Brás

O Bispo do Funchal considerou que “muitos pensam que a vida da fé é um luxo dispensável, como é dispensável beber um café. Aqueles que não têm fé em Deus podem pensar assim. Compreendo que não sejam capazes de perceber a falta de algo que não têm. Mas, ao menos, coloquem a hipótese, procurem compreender que para nós, cristãos, não poder celebrar a Páscoa é bem diferente de não poder beber um café com os amigos”.

Esta reflexão de D. Nuno Brás foi publicada pelo orgão de comunicação da Diocese do Funchal, o Jornal da Madeira, onde o líder da Igreja Católica Madeirense faz alertas para a existência de alguma falta de fé, acentuando mesmo que “ao longo desta crise, tem por vezes passado a ideia de que a vida da fé não é essencial à vida — à vida de cada um e à vida de toda a sociedade. Todos estão preocupados (e bem) em curar os doentes infectados; e todos nós rezamos pelos médicos, enfermeiros e demais pessoal dos hospitais. Todos estão preocupados (e bem) com a economia e as consequências que este longo “apagão da actividade económica” irá provocar — a ponto de alguns responsáveis políticos estrangeiros terem mesmo preferido que morressem pessoas a que existisse uma paragem na máquina económica”.

D. Nuno Brás diz que “se olharem à sua volta, com olhos de quem procura a verdade, verão que a vida da fé é também essencial a toda a nossa sociedade, em todos os seus aspectos. Nisso S. João Paulo II, o Papa de quem celebrámos ontem a passagem para o Pai, ocorrida naquele 2 de Abril de há 15 anos, deu um claro testemunho. A fé daquele homem fez ruir um império que a maioria pensava ser indestrutível”.