Governo Regional só vai “baixar a guarda” com duas “quarentenas” seguidas sem casos

O Governo Regional prepara-se para adotar uma estratégia de máxima segurança para poder “baixar a guarda” e permitir o regresso da população às ruas, seguindo o modelo adotado por Macau, que registou sucesso no combate à Covid-19. Segundo fontes ligadas ao processo, o que está pensado, no pós período crítico da pandemia e depois do tão falado percurso para a curva descendente da doença, é que essa guarda só será retirada depois do equivalente a duas quarentenas seguidas sem a verificação de qualquer caso, mais ou menos dois períodos de 15 dias, o que dará uma garantia, ainda que não absoluta, mas minimamente segura para um outro procedimento.

Desde início, a estratégia definida pelo Governo Regional para combater o avanço da Covid-19 na Região, passou sempre pela intervenção imediata face aos potenciais perigos de contágio, com vertentes apontadas para o isolamento da população, encerramento de serviços não essenciais, restrições nos transportes e encerramento de portos e aeroportos.

O objetivo era “atacar” o problema a fundo, o mais cedo possível, com enfoque nestas decisões. Falhou o aeroporto por não estar na esfera de competência do Governo da Região, prevalecendo as medidas constantes do estado de emergência, definidas pela República e feitas respeitar nas Regiões Autónomas pelos respetivos Representantes, Ireneu Barreto no caso da Madeira. Nessas medidas, não estava previsto o fecho dos aeroportos e continuaram a chegar aviões e passageiros à Madeira e ao Porto Santo, obrigando a Região a adotar outro procedimento, o de mandar para quarentena, em hotéis na Região e no Porto Santo, todos os passageiros chegados aos aeroportos.

Recorde-se que, neste particular, na sequência do segundo período de “estado de emergência” em Portugal, decretado pelo Presidente da República, o primeiro-ministro anunciou o encerramento dos aeroportos portugueses no período compreendido entre os dias 9 e 13 de abril, o período da Páscoa, precisamente para “cortar o mal pela raíz”, relativamente a qualquer intenção de haver quem pensasse em deslocações nessa época, sabendo-se como sempre foi a tradição dos portugueses de reunir a família, com os de cá e com os emigrantes que nesta altura vinham e Portugal. Costa viu, neste caso específico da Páscoa, a importância de cortar nos transportes, aéreos e terrestres, como forma de evitar ao máximo, a circulação de pessoas o consequente contágio, colocando polícia nas ruas controlando os abusos e só permitindo as saídas estritamente necessárias, procedimento também adotado na Região.

Com esta decisão pensada pelo Governo Regional, de permitir o regresso às ruas com aproximadamente um mês sem casos, a Região estará a adotar um modelo que assenta no princípio de máxima prevenção, máxima segurança.