José Manuel Rodrigues aponta “consequências devastadoras para a Economia e tecido social”

O presidente da Assembleia Regional partilhou, hoje, as preocupações do presidente do Governo, relativamente ao futuro da Madeira, o pós COVID-19, reafirmando a necessidade de “um Pacto, envolvendo o Executivo, os Municípios, os partidos, as associações empresariais, os sindicatos, as IPSS e outras instituições relevantes da nossa sociedade, para recuperar a economia e manter a paz social”.

José Manuel Rodrigues, na sequência de um encontro com Miguel Albuquerque, considerou evidente que “as consequências para a economia e para o tecido social desta pandemia, serão devastadoras e pese embora todas as medidas nacionais e regionais, vamos passar por momentos muito difíceis porque a nossa economia depende do exterior, do turismo, dos serviços e das exportações, e nós sabemos o que se passa e vai passar na Europa. É por isso que é dever e obrigação do Estado, neste momento, manifestar toda a solidariedade para com a Madeira, cumprindo a Constituição e o Estatuto”.

O líder do Parlamento defende como importante “libertar a Região dos atuais limites de endividamento para acudir à economia, às empresas, aos trabalhadores e às famílias; estabelecer uma moratória na dívida da Madeira à República, com o adiamento do pagamento das amortizações previstas para os próximos anos, é essencial para termos verbas fazer face ao inevitável crescimento do desemprego e ao aumento da pobreza; e estender às Regiões Autónomas todos os apoios financeiros anunciados para o país”.

José Manuel Rodrigues lembra que “a Madeira não tem fundos para o que está a gastar com a saúde e não tem meios financeiros para recuperar a sua economia e auxiliar as famílias mais vulneráveis, e por isso exige- se ao Estado que cumpra o princípio da solidariedade nacional, inscrito na Constituição, no Estatuto e na Lei da Finanças das Regiões Autónomas. A hora é de Unidade Nacional e não de revanchismos ou divisões”.

Agradeceu aos madeirenses que “têm dado uma grande lição de civismo e de solidariedade, cumprindo à risca as medidas de prevenção e de controlo sanitário contra a pandemia. Nunca é demais enaltecer este facto porque é isso que tem evitado a propagação do vírus na nossa terra. Assim como é preciso, mais uma vez, agradecer a todos que estão na linha da frente do combate à pandemia como os médicos, os enfermeiros, outros profissionais da saúde, a Cruz Vermelha, os bombeiros, a proteção civil, às Instituições Particulares de Solidariedade Social e os voluntários, bem como aqueles que fazem cumprir a lei e são decisivos na prevenção como as Forças Armadas e as diversas forças policiais e todos os que estão a trabalhar, arduamente, nas empresas públicas e privadas, para fornecer às populações o abastecimento de bens e a manutenção dos serviços públicos essenciais”.

Realçou “a cooperação exemplar que tem existido entre o Sr. Representante da República, o Parlamento e o Governo Regional, no combate à pandemia e no cumprimento das medidas regionais e no estipulado nos Decretos do Estado de Emergência..

E fez um apelo final aos Cidadãos: “não vamos baixar a guarda; não vamos estragar o caminho percorrido; vamos continuar em casa e a cumprir as normas do Estado de emergência, as deliberações do Representante da República e do Governo, as indicações das autoridades de saúde, sem alarmismos, e apoiar os nossos concidadãos mais carenciados, num espírito de entreajuda que nos levará a vencer esta provação, mais uma das que temos estado sujeitos na nossa história recente. Estou certo que mais uma vez venceremos.


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