“Isolar a ilha teria sido a mais simples e básica forma de atenuar a propagação”, defende o deputado social democrata Carlos Rodrigues

Carlos Rodrigues diz que, relativamente ao aeroporto, “continuam a chegar às dezenas as potenciais ameaças de contágio”.

O deputado social democrata Carlos Rodrigues lembrou hoje que “isolar a ilha teria sido a mais simples e básica forma de atenuar a propagação de uma epidemia”, numa declaração publicada na sua página da rede social Facebook, onde também recorda que “em tempo teoricamente útil foi solicitado o encerramento das portas de entrada, fez-se no porto mas impediram-nos de fazê-lo no aeroporto. Pois bem, a capacidade de controlo diminuiu, continuam a chegar às dezenas as potenciais ameaças de contágio”.

O parlamentar na Assembleia Regional admite que esse isolamento poderia contemplar exceções: “Os residentes que se encontravam fora, acertando-se voos de regresso, estabelecendo espaços de quarentena e a realização imediata de testes a todos esses regressados até que nem mais um restasse fora da região. A fim de se garantir a mobilidade daqueles que por motivos exclusivamente de saúde precisassem de sair da ilha estabeleceríamos com a força aérea uma relação que permitisse essa mobilidade e submetendo todos aos protocolos de triagem e despiste necessários”.

Carlos Rodrigues escreve para dizer que “tenho visto por aí muita gente indignada que confunde fechar as “fronteiras” da ilha com xenofobia e abandono dos nossos conterrâneos” e assume um conflito de interesses: “O meu filho mais velho vive em Lisboa e esta é uma altura que nos visita sempre e não há uma alma nesta terra que sinta mais falta dele do eu, os seus irmãos e os seus avós…”

Por isso, Carlos Rodrigues reage: “A facilidade em atirar essas acusações não passa de uma vertigem recorrente pelo querer parecer politicamente correcto e mostrar-se progressista. Já todos percebemos que estes são tempos de invulgar excepção que demandam comportamentos excepcionais. Não se pode escrever, dizer, apelar “fiquem em casa” e, ao mesmo tempo, dizer ai o turismo, ai os nossos que estão fora”.