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- Não existematualmente medicamentos autorizados para o tratamento de COVID-19nem estão também autorizadas quaisquer vacinas;
- Existem,contudo,várias moléculas apontadas como possíveis candidatos terapêuticos:
O Remdesiviré presentemente a moléculapromissora no tratamento de COVID-19 tendo em conta o seu largo espetro antiviral(considerandoas sequências genéticas do vírus, é expectável que mantenha atividadecontra o SARS-CoV-2)1, a informação in vitroe in vivodisponível para os coronavírus,assim como a extensiva base de dados de segurança clínica (proveniente de ensaio clínico do vírus Ébola e no contexto do Monitored Emergency Use of Unregistered and Investigational Interventions-MEURI)2. Adicionalmente, estudos com ratinhosa receber Remdesivir demonstraram uma superioridade de eficácia relativamente à combinaçãolopinavir/ritonavir + IFN beta. Há dados preliminares já publicados na Nature Communicationsque são favoráveisa uso de Remdesivir neste contexto.3
Estão em recrutamento ativo dois ensaios clínicos com Remdesivir na China, em Hubei e em Beijing, respetivamente em doentes hospitalizados com doença ligeira a moderada (finalização estimada para 27 abril 2020) e outro em doentes com doença grave (finalização estimada para 1 maio 2020). Encontram-se em curso,três ensaios clínicos nos EUA(No Nebraska; por iniciativa do NIHem fase de recrutamento; finalização estimada para abril 2023 e dois outros ainda a aguardar a abertura de centros de ensaio).Na Europa estão previstos dois ensaios clínicos promovidos pela Gilead e um pelo INSERM.4, 5, 6
Aassociação lopinavir/ritonaviré outra das opções. Trata-se do medicamento antirretroviral já autorizado na União Europeia (EU), que pertence ao grupo dos inibidores da protease, utilizado em monoterapia ou em associação como IFNbeta 1b, combinação esta que está a ser estudada num ensaio clínico no âmbito do tratamento da Síndroma Respiratória do Médio Oriente por coronavírus (MERS) -ensaio MIRACLE. Existem dúvidas sobre se a combinação exerce atividade em humanos nas doses testadas(as mesmas utilizadas no HIV).7
A cloroquina e hidroxicloroquina têm apresentado resultados promissores em termos de EC50em células Vero. No entanto, permanece por esclarecer se se traduz em eficácia no Homem em COVID-19. 8,9
Estas são as potenciais opções terapêuticasde maior relevância, estando ainda a ser estudadas outras opções como Favipiravir, Oseltamivir, Umifenovir, Darunavir + Cobicistat, Azivudine, Página 2de 20Triazavirin,células estaminais,glucocorticoides, imunoglobulinas, anticorpos monoclonais e policlonais, plasma dos convalescentes, entre outros.10
- Limitações dos níveis de evidência actuais: Conhecimentosinsuficientesda evolução clínica de COVID-19, informações epidemiológicas insuficientes para orientar com precisão a definição da população-alvo e endpointsfinais de eficácia, atividade in vitro / in vivo contra SARS-CoV-2, dados insuficientes sobre adosagem apropriada de terapêutica a ser usada em COVID-19, dados limitados sobre eficácia e segurança da terapêutica candidata disponível contra SARS-nCoV-2.
- Noque respeita às vacinas, não existem tambémpresentemente vacinas aprovadas para o SARS-CoV-2ou para outros coronavírus. A OMS convocou um grupo de peritospara analisar a priorização depossíveis candidatos para odesenvolvimento de vacinas.Existem informações sobre vacinas que interessaria ponderar a sua citação11,12
- Este documento pretende informar sobre as potenciais terapêuticas experimentais ou vacinas para a doença pelo novo Coronavirus 2019-SARS-CoV-2e o potencial acessoaos mesmosalertando para o acesso muito limitado à data a estas opções.O INFARMED, I.P., irá atualizando este documento à medida que surjam novas informações sobre potenciais terapêuticas e vacinas para utilização em COVID-19
Mais informações: Orientações COVID-19-V2
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