Madeirenses “atropelam-se” nos supermercados e polícia foi chamada ao Pingo Doce de Machico

Madeirenses “arrasam” as prateleiras dos supermercados.

Desde que a situação relacionada com o coronavírus COVID-19 entrou numa fase de assunção de medidas por parte dos Governos, cancelando eventos e recomendando que as pessoas evitem grandes concentrações, e numa altura em que a Organização Mundial de Saúde classificou de pandemia, que alguns portugueses entraram num comportamento de irracionalidade, uns foram para a praia pensando que a dispensa significa férias, outros entraram numa autêntica “corrida” aos supermercados, esgotando autenticamente as prateleiras e provocando uma situação de rutura de stock.

Na Região, o fenómeno atingiu grande dimensão nos dias de ontem e de hoje, onde as superfícies não conseguem uma reposição de produtos na exata medida da procura, havendo mesmo quem leve largas quantidades do mesmo produto, muito além das necessidades do momento.

Hoje, a par da procura, que ocorreu um pouco por todos os supermercados, com incidência nas redes Pingo Doce e Continente, durante todo o dia e desde as primeiras horas de abertura até ao fecho, registou-se um episódio no Pingo Doce de Machico, onde a polícia foi chamada devido a desacatos entre consumidores, desconhecendo-se exatamente como começou, mas que teve origem no ambiente de descontrolo que se gera numa situação destas, sobretudo quando a procura é superior à oferta, pelo menos em determinados produtos que as pessoas procuram pensando em longos períodos retidos em casa, o que não estando em equação neste momento, está na mente dos milhares de madeirenses que têm enchido os espaços comerciais.

Com a decisão hoje assumida pelo Governo Regional, de encerrar as escolas a partir de segunda-feira, a exemplo do que vai acontecer em todo o espaço nacional, alargando-se esse encerramento aos estabelecimentos de diversão noturna, é de crer que esta situação de “corrida” aos supermercados ganhe ainda maior dimensão, prevendo-se que pelo menos do ponto de vista da prevenção, a situação obrigue a uma maior atenção por parte das forças policiais, atendendo a que todas as recomendações de contenção não estão a ser acolhidas na devida proporção de solidariedade para com um cenário que exige responsabilidade de todos, mas que nem todos saberão estar à altura.


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