Duarte Caldeira Ferreira, presidente da Junta de Freguesia de São Martinho, apontou ontem, na cerimónia comemorativa dos 441 anos da freguesia de São Martinho, o ambiente como uma das prioridades para os próximos tempos. Lembrou a bandeira eco-freguesias que São Martinho ostenta e salientou o contributo dado pelas escolas locais na área ambiental.
O presidente de Junta referiu ainda que “este ano será alargado o âmbito deste galardão que reconhece as boas práticas ambientais, com a inscrição no programa eco-famílias. Assim, as famílias poderão também se candidatar a esse galardão, estimulando assim as suas preocupações com o ambiente”.
O executivo quer avançar também com duas candidaturas a projectos na área da mobilidade eléctrica. Salientou ainda o interesse em várias apostas de edições literárias, e sublinhou o reforço do investimento na educação, modernizando as salas de aulas das escolas do 1º ciclo com a colocação de projectores interactivos. “Em São Martinho ficou ainda concluído o Orçamento Participativo das Escolas do 1º ciclo, onde os mais novos “deram uma verdadeira lição de cidadania e agora estão mais atentos para os processos democráticos”. Duarte Caldeira salientou que “o apoio às famílias cresceu com a atribuição de materiais escolares e bolsas de estudo para os estudantes universitários”.
Salientando o actual “dinamismo” da freguesia, Duarte Caldeira Ferreira disse que a Junta iniciará um novo ciclo de proximidade com a população, através das iniciativas “São Martinho mais próximo”. “Iremos ao encontro da população, ouvi-la na rua, em diferentes locais. Não conseguiremos resolver todos os problemas, temos de ter essa consciência, mas continuaremos sempre, sempre, a olhar pelas pessoas, a ser a sua voz”, prometeu.
Duarte Caldeira lembrou que “apesar dos parcos meios financeiros para uma freguesia com a nossa dimensão populacional, estamos sempre prontos para arregaçar as mangas e ir mais além sempre com a consciência de que as verbas disponibilizadas através dos acordos de execução, são sempre bem empregues”.
Quanto à falta de apoio do Governo Regional ao poder local, o presidente de Junta sublinha que “tomara outros governantes da região terem a visão descentralizadora da actual vereação da Câmara Municipal do Funchal e muito mais poderíamos fazer com um verdadeiro programa de descentralização, com a aposta no poder local. O autarca recordou que “as Juntas de Freguesia e as Câmaras Municipais são os órgãos de poder que estão legitimados pela população para exercer as verdadeiras políticas de proximidade e temos na região um governo autónomo claramente centralizador. E se puder lançar o seu braço às competências do poder local, não hesitará em fazê-lo, apenas com o intuito de controlar tudo e todos”.
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