Quem verificar sintomas deve telefonar primeiro e não ir de imediato aos serviços de Saúde, é a recomendação da DGS sobre o coronavírus

“Não vá, telefone”. É esta, em síntese, a recomendação mais recente da Direção Geral de Saúde em função da possibilidade, cada vez mais próxima, de surgirem casos de coronavírus em Portugal. Até ao momento, não há um único caso no País, como hoje avançaram as respetivas autoridades nacionais e regionais, mas é muito provável que ocorram situações, mais cedo ou mais tarde. Por isso, a aposta na prevenção é importante.

Qualquer sintoma de febre, tosse, dificuldade respiratória ou contacto com pessoas que tenham estado em zonas de maior registo do vírus, deve obedecer, em primeiro lugar, a um telefonema e nunca, de imediato, à deslocação a uma estrutura de saúde. O objetivo é prevenir fatores de contágio e haver un encaminhamento adequado à situação depois de devidamente avaliada pelos técnicos de saúde.

Na Madeira, já está a funcionar o plano de contingência, com uma sala preparada para acolher infetados e uma equipa preparada para intervir. Aeroporto e portos são locais de grande preocupação, sendo que a secretaria regional da Saúde, em articulação com as entidades nacionais, já emitiu uma informação onde dá conta dos procedimentos a ter em caso de suspeita.

Numa recomendação publicada no site da DGS, refere-se que “às crianças, jovens e adultos que regressem de uma área com transmissão comunitária ativa do novo coronavírus, como o Norte de Itália, China, Coreia do Sul, Singapura, Japão ou Irão, a Direção-Geral da Saúde informa que à data, seguindo orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), não existem restrições à sua estadia no nosso país”. Mas a isso, segue-se um conselho nos próximos 14 dias:

  • Estar atento ao aparecimento de febre, tosse ou dificuldade respiratória;
  • Medir a temperatura corporal duas vezes por dia e registar os valores;
  • Verificar se alguma das pessoas com quem convive de perto, desenvolvem sintomas (febre, tosse ou dificuldade respiratória);
  • Caso apareça algum dos sintomas referidos (no próprio ou nos seus conviventes), não se deslocar de imediato aos serviços de saúde;
  • Telefonar para o SNS24 (800 24 24 24);
  • Seguir as orientações do SNS24.

Recomenda-se também:

  • Lavar frequentemente as mãos, com água e sabão, esfregando-as bem durante pelo menos 20 segundos;
  • Reforçar a lavagem das mãos antes e após a preparação de alimentos ou as refeições, após o uso da casa de banho e sempre que as mãos estejam sujas;
  • Usar em alternativa, para higiene das mãos, uma solução à base de álcool;
  • Usar lenços de papel (de utilização única) para se assoar;
  • Deitar os lenços usados num caixote do lixo e lavar as mãos de seguida;
  • Tossir ou espirrar para o braço com o cotovelo fletido, e não para as mãos;
  • Evitar tocar nos olhos, no nariz e na boca com as mãos sujas ou contaminadas com secreções respiratórias;
  • Evitar permanecer em locais fechados e muitos frequentados nos 14 dias após o regresso;
  • Evitar contacto físico com outras pessoas durante 14 dias após o regresso.

A evolução da situação pode ser acompanhada em www.dgs.pt

Estas medidas enquadram-se na Emergência de Saúde Pública Internacional declarada pela OMS, na sequência da epidemia por um novo coronavírus. Os Países aumentaram a sua vigilância para diagnosticar rapidamente possíveis novos casos de COVID-19.