“Não consegui o consenso imprescindível e não estou cativo de lugares”, assim explica Mário Pereira a saída da direção clínica

O médico Mário Pereira, diretor clínico do SESARAM, confirmou, em nota, o seu pedido de exoneração do cargo em função das divergências com os diretores de serviço, que se encontravam demissionários por discordarem da nomeação política de um cargo técnico.

Mário Pereira justifica que sai por não ter conseguido o consenso imprescindível. Diz que não está cativo de lugares e pede a exoneração:

“Assumi com empenho e sentido de serviço público as minhas funções como Diretor Clínico, para as quais fui mandatado pelo Governo Regional da Madeira.

Desde a primeira hora assumi uma postura de diálogo e de espírito de colaboração com todos os profissionais e com os responsáveis dos serviços no sentido de assegurar uma melhor prestação de cuidados de saúde à nossa população.

Da parte da maioria dos meus colegas e profissionais recebi disponibilidade para uma franca e frutuosa colaboração na prossecução destes nobres objetivos.

Todavia, apesar de todas as minhas diligências e da disponibilidade total de inúmeros colegas, sinto que não consegui o consenso imprescindível para a concretização, em pleno, dos objetivos propostos.

Como, para mim, o mais importante é a boa prestação dos cuidados de saúde da população, entendo, até porque não estou cativo de lugares, apresentar o meu pedido de exoneração de Diretor Cínico, agradecendo a todos os que colaboraram comigo no exercício das minhas funções”.