BE preocupado com “instrumentalização da comunicação social pelos interesses económicos”

O Bloco de Esquerda escolheu a ação política deste sábado para falar daquilo que considerou “instrumentalização da comunicação social pelos interesses económicos”, considerando que isso “enfraquece a Democracia”.

“Se o controlo do Estado sobre os órgãos de comunicação possibilitava a instrumentalização pelos Governantes, a privatização e a integração em grupos privados não dá qualquer garantia de maior isenção e rigor da informação e de pluralidade de pontos de vista. Pelo contrário o risco é agora os órgãos de comunicação social serem usados para manipular o público e os governos, em prol dos interesses económicos dos seus donos”.
Esta posição bloquista surge poucos dias depois de ter sido conhecido o acordo entre o grupo Blandy e o grupo Sousa para que este último passe a deter 77% do Diário de Notícias do Funchal, um matutino que, historicamente, sempre teve maioria de capital durante gerações da família Blandy.
Nesta iniciativa política do BE, considera Paulino Ascenção, o líder regional do partido, que “o quadro fica mais negro se considerarmos a desregulação e a precarização nas relações de trabalho, que também aflige os jornalistas e os deixa mais desprotegidos e sujeitos a pressões e a abusos. Um exemplo concreto são as falsas notícias que têm sido difundidas pela comunicação regional sobre a responsabilidade da greve dos estivadores no atraso do abastecimento de mercadorias à Madeira, quando a greve ainda nem começou. São notícias que visam atacar os direitos dos trabalhadores, em particular o direito à greve, descredibilizar as organizações sindicais e proteger interesses monopolistas que colidem com os interesses dos estivadores e os seus direitos a uma vida digna e a uma remuneração justa”.

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