Estepilha – Os carros, os cargos e os casos

Foto Rui Marote

Estepilha, esta coisa das negociações resultantes da nova coligação governamental ainda não entrou em chamada “velocidade de cruzeiro”, há pequenos ajustes a fazer, o que até é normal atendendo às circunstâncias, mexe com muita gente, muita gente diferente, com algumas pessoas pouco habituadas a estes espaços governativos, que por força do hábito nem sempre são desligadas dos espaços pessoais e partidários.

E de facto, o Estepilha dá o benefício da dúvida e até compreende, uma vez que se em relação ao PSD, habituado a estar no governo há mais de quarenta anos, ainda houve períodos de deslizes de confundir situações pessoais com as políticas e dentro destas as governativas e partidárias, e até já houve tempos piores neste sentido, claro que para o CDS a situação revela-se totalmente nova e com tanta negociação e tanta nomeação, talvez não houvesse, nem tempo nem arte, para explicar, aos menos atentos pelo menos, que os carrinhos do Governo e das empresas públicas ficam fora dos estacionamentos partidários. Ficam é como quem diz, deveriam ficar, aqui não é uma questão de legislação e até nem se pode criticar se não houver sensibilidade para isto, se em política às vezes não há para assuntos bem mais importantes. Pode não ser muito correto, mas há situações que legalizando as imoralidades estamos conversados. É conversar com quem sabe…

O presidente da Madeira Parques pode continuar a colocar o carro no parque pago pelo CDS quando os dirigentes vão a reuniões partidárias. O que é talvez de evitar, sem que o Estepilha esteja a sugerir prejudicar a vida de quem quer que seja, é meter o carro de serviço governativo no parque do partido, ficava melhor o carro particular, aí sim com legitimidade uma vez que é dirigente partidário.

Mas também, o Estepilha não quer é que venha outro mal ao mundo. O que é preciso mesmo é gerir bem a empresa Madeira Parques, mesmo com escolhos pelo caminho, como aquela “entrada a pés juntos” da Câmara de Santa Cruz devido à ideia que Gonçalo Pimenta pensou ter tirado da cartola, de retirar receita à Autarquia com isenções de IMI no Parque Empresarial. Há começos assim…