Albuquerque elogia papel dos Vigilantes da Natureza e promete medidas decisivas na protecção do património natural

O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, esteve hoje na Quinta Magnólia, onde decorreu a cerimónia comemorativa do Dia dos Vigilantes da Natureza, que contou, entre outras entidades, civis e militares, com a presença da secretária regional do Ambiente e Alterações Climáticas, Susana Prada.

Albuquerque começou por agradecer aos Vigilantes da Natureza por “27 anos de trabalho profícuo, útil e essencial em prol do desenvolvimento da RAM”. No entender do governante, esta é uma das regiões do mundo, e certamente da Europa, com “mais zonas protegidas, quer no espaço terrestre, quer no espaço marítimo”. Algo, entende, “que devemos divulgar com orgulho”.

“75% do mar territorial da RAM tem protecção”, assegurou, “e 66 por cento do território terrestre também tem”.

“Ainda antes do 25 de Abril, a única área declarada de protecção nacional, a par do Gerês, foi a das ilhas Selvagens”, disse Albuquerque, que considerou que o trabalho dos Vigilantes da Natureza tem sido excepcional, no sentido de proteger e legar às próximas gerações este património.

“Ser Vigilante da Natureza não é uma profissão, é uma vocação”, declarou. Um trabalho “exigente” e que exige “amor”.

O chefe do Executivo disse que há “ameaças” ao património natural que exigem tomada de decisões. “Vamos proibir a colocação de cofres nas Desertas”, garantiu, “para evitar a mortandade juvenil na população de lobos marinhos”. Outra área que exige “medidas decisivas” é a preservação da freira da Madeira.

“Só temos neste momento 80 casais de uma ave que é única no mundo”, declarou, e que está sob ameaça de gatos, que são abandonados na serra e comem as crias desta ave.

Finalmente, dirigindo-se ao presidente da Associação dos Vigilantes da Natureza, que o estatuto da carreira dos mesmos foi negociado e enviado para a ALRAM, onde foi aprovado. Um dos aspectos do diploma foi devolvido pelo representante da República, sendo o documento novamente enviado ao parlamento regional com as devidas rectificações.

“Da nossa parte, nós cumprimos (…. O que é considerado ilegal ou constitucional nós não podemos aprovar, mas podem ter a certeza que o meu governo continuará a criar boas condições de trabalho e de carreira (…)”.