José António Castro acusa vereadora socialista “reconvertida à social democracia” e diz que o futuro do Porto Santo “ficou mais comprometido”

O movimento Mais Porto Santo reagiu “forte e feio” com a retirada da confiança política, por parte do PS, à vereadora Sofia Santos, bem como lançou críticas ao PSD Porto Santo liderado pelo antigo presidente da Câmara da ilha dourada, Roberto Silva, considerando este epísódio “lamentável, vergonhoso, inexplicável, inqualificável, imperdoável, inquietador e enganador”.

José António Castro não fez por menos neste comunicado de reação aos factos políticos da vida autárquica do Porto Santo, apontando tratar-se de “um golpe de teatro imoral, isto é, na fixação de mais um vereador a tempo inteiro na Câmara Municipal do Porto Santo, por anuência da ex-socialista Sofia Santos”.

Diz que “por apenas 1.800 euros, o futuro do Porto Santo ficou ainda mais comprometido. É este o valor da negociata que o Mais Porto Santo recusou fazer parte, que revela bem a forma de ser e de estar de PSD e PS na política, os dois partidos que formam o Bloco Central e que infernizam a vida dos porto-santenses há demasiados anos”, acusa José António Castro, líder do movimento de cidadãos independentes, que ficou incrédulo com a decisão de Sofia Santos, “por ter abdicado de princípios e da ética para satisfazer os caprichos dos sociais-democratas, agora claramente dominados por um ex-presidente de Câmara, que não olha a meios para atingir fins”.

“A senhora Vereadora, muito provavelmente cansada de remar sozinha, resolveu reconverter-se à social-democracia, por um punhado de tostões, quando poderia ter continuado a lutar pelos porto-santenses de forma digna e honesta, como pensávamos que o fazia, mesmo descordando de muitas posições que tomava. Puro engano. Foi atraída pelo obscuro lado do poder e aliou-se às forças do mal, da incompetência, da maledicência e da letargia. É este o Porto Santo que continuamos a ter, que vê passar mais um mês de Janeiro sem que nada seja feito pela Ilha, pela economia, pela honra e nobreza dos porto-santenses, mas que não desiste de jogadas de bastidores atentatórias à dignidade humana”, lamenta o Vereador.

José António Castro acrescenta que “perante o golpe político que se viveu na tarde de segunda-feira na Câmara Municipal do Porto Santo, que justificará, certamente, no futuro muitas análises e até teses de mestrado, pela sua tirania, o trabalho do Mais Porto Santo fica ainda mais complicado, porque deixará definitivamente de ter peso político nas decisões em prol dos porto-santenses, uma vez que foram congeminados, neste rocambolesco plano, condições para que tudo seja aprovado ou chumbado a três, sem direito a oposição”

“Mesmo assim, vamos continuar a nossa luta, cada vez mais atentos e determinados em proporcionar um futuro melhor aos porto-santenses. No passado aprovamos propostas do PSD, outras do PS, também chumbámos muitas, por não concordarmos com os conteúdos, por não sentirmos que defendiam os interesses da nossa população. E é desta forma que iremos desenvolver a nossa missão, também apresentado ideias e soluções para um futuro melhor, mais risonho, como sempre o fizemos, de consciência tranquila, sem estarmos comprometidos com o poder como muitos quiseram tantas e tantas vezes vender. A verdade vem sempre ao de cima. Talvez agora os porto-santenses percebam de uma vez por todas quem está do lado deles. Não é o PSD, nem o PS. Disso tenham decisivamente a certeza”, conclui José António Castro.