PCP propõe aumento geral dos salários

O PCP levou hoje a cabo a primeira iniciativa na RAM da campanha “Valorizar o Trabalho e os Trabalhadores – Não à exploração!”. Conversando com os trabalhadores na placa central junto ao edifício do Governo Regional, o dirigente comunista Ricardo Lume aproveitou a oportunidade para considerar que Portugal e a Região continuam a sofrer de problemas estruturais e atrasos de desenvolvimento, resultado de décadas de política de direita.

“As opções da política de direita dos Governos da República e da Região das últimas décadas foram sempre as de favorecer o grande patronato, os seus interesses e a sua acumulação de riqueza à custa dos baixos rendimentos e da redução dos direitos dos trabalhadores”, acusou Lume. Uma política que, segundo acrescentou, “tem graves consequências para os trabalhadores do País e em particular da Região”.

Na Região, declarou, “existem mais de 20 mil trabalhadores com vínculos precários a somar os perto de 15 mil trabalhadores a falsos recibos verdes, 7 mil trabalhadores em situação de subemprego, mais de 15 mil desempregados a que se soma mais de 2 mil trabalhadores desempregados em programas de ocupação”.

“Na nossa Região existem mais de 80 mil pessoas em risco de pobreza, das quais 40% são trabalhadores que mesmo trabalhando oito ou mais horas por dia, o salário que levam para casa é insuficiente para dar resposta às necessidades mais básicas das suas famílias”, declarou, para acrescentar que “esta política de exploração e empobrecimento que o PS na República e o PSD e CDS querem impor na região não é uma fatalidade, existe um outro rumo”.

Com esta sua iniciativa, o PCP pretende demonstrar que é possível uma política “que valorize quem vive da sua força de trabalho, os verdadeiros responsáveis pela criação de riqueza”.

“Nesta iniciativa de contacto com trabalhadores apresentamos como solução para uma mais justa distribuição da riqueza produzida o aumento geral dos salários, com um aumento no mínimo de 90€ mensais para todos os trabalhadores e um aumento do Salário Mínimo Nacional para os 850€ com um acréscimo de 7,5% na Região Autónoma da Madeira”, concluiu.