Prada acusa PS-M de “servilismo”, João Pedro Vieira diz que “o radicalismo discurso do PSD-M” leva ao isolamento

José Prada reação pós eleições
José Prada, na imagem com o líder do PSD-M, Miguel Albuquerque, e com Rui Coelho, do secretariado social democrata madeirense, diz que “é graças ao PSD/Madeira que alguns dos compromissos assumidos por António Costa, nomeadamente o do financiamento para o novo Hospital, foram plasmados no presente Orçamento”.
João Pedro Vieira com Victor Freitas
João Pedro Vieira, na imagem com Victor Freitas, escreve que “na discussão do Orçamento de Estado, com os posicionamentos assumidos pelos restantes partidos, a proclamada Autonomia dos deputados eleitos pelo PSD-Madeira redundará em zero”.

“Não deixa de ter graça o servilismo a que este PS local chega, nesta tentativa encomendada para pressionar ou influenciar o voto do PSD/Madeira no Orçamento de Estado”, esta foi uma declaração do secretário-geral do PSD-Madeira, na sua página pessoal da rede social Facebook, assumindo um posicionamento crítico relativamente a declarações provenientes da área socialista madeirense.

“Cansa este agachar de quem nada faz e apenas se limita a critica por criticar”, escreve José Prada. “Então o PS local criticava a postura de combate, prometendo diálogo e concertação com António Costa – se chegassem ao tal poder que ficaram a ver ao longe, mesmo tentando desesperadamente a geringonça na Madeira – e agora criticam que exista esse mesmo diálogo e concertação?”

As redes sociais são, hoje por hoje, um palco privilegiado de debate relativamente à atividade política, sendo que os secretários-gerais dos dois principais partidos na Região, PSD e PS, têm assumido posições ativas na disputa de argumentos, de que a votação no Orçamento de Estado assumiu grandes proporções.

Prada questiona: “Então é o PSD/Madeira que faz Bluff quando foi o PS que garantiu, ao lado de António Costa e, veja-se, apenas para ganhar as eleições a qualquer custo, que, entre outras promessas, haveria ferry para todo o ano? Então os que prometiam mundos e fundos para ganhar o “3 em 1” são, agora, os primeiros a acusar os que realmente se preocupam em resolver os problemas da Madeira e em assegurar que as nossas reivindicações sejam tidas em conta? Afinal quem é que mente e quem é que mentiu, sempre, aos Madeirenses?! Quem é que prefere atacar o PSD/Madeira e perder tempo com conversas sem qualquer nexo, em vez de canalizar as suas energias para pressionar o Governo da República, que é socialista, a fazer o melhor pela Madeira?”

Prada continua o desabafo e deixa a mensagem de que “ao contrário desta gente, nós não estamos preocupados em fazer demagogia nem em medir forças quanto ao nosso sentido de voto. Votaremos em consciência e sempre, incondicionalmente, a favor da Madeira e de todo o povo madeirense, colocando os interesses da Região em primeiro lugar conforme, aliás, sempre o fizemos. É graças ao PSD/Madeira que alguns dos compromissos assumidos por António Costa, nomeadamente o do financiamento para o novo Hospital, foram plasmados no presente Orçamento e é em nome dos restantes que continuaremos a lutar.”

Um dia depois deste post de José Prada e num momento em que na Assembleia da República ocorre o debate sobre o Orçamento de Estado para 2020, que se sabe ter aprovação garantida com a abstenção do PCP e do Bloco quando amanhã tiver lugar a votação, na generalidade, é João Pedro Vieira, o secretário-geral do PS-Madeira, quem publica, também através da sua página pessoal do Facebook, uma posição que aponta “baterias” para o PSD-Madeira, sobre as internas social democratas e sobre a posição “laranja” relativamente ao Orçamento de Estado.

João Pedro Vieira considera que “o radicalismo discursivo do PSD-Madeira não leva a mais Autonomia, leva ao isolamento absoluto. Se dúvidas existissem, há três situações que o comprovam liminarmente:

1. Nas eleições internas, os votos dos seus militantes, incluindo os de Albuquerque e Calado, não contarão e a proclamada Autonomia funcional do PSD-Madeira redundará em zero;

2. Na discussão do Orçamento de Estado, com os posicionamentos assumidos pelos restantes partidos, a proclamada Autonomia dos deputados eleitos pelo PSD-Madeira redundará em zero;

3. E na gestão municipal, a Autonomia do Governo Regional, totalmente isolado na interpretação de normas como as relativas ao IRS e ao IVA, redundará em zero – competências e financiamento para as autarquias locais.”

O secretário geral socialista madeirense questiona e dá a resposta: “Ao que nos leva, afinal, a gritaria pseudo-autonomista do PSD-Madeira? A nada, a absolutamente nada”. E escreve que “o que tudo isto comprova é que a Autonomia não se aprofundará com falsa divergência discursiva, mas sim com verdadeira convergência – proactiva e construtiva”.


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